3 dicas para a primeira consulta ginecológica

Saiba lidar com dilemas como a decisão da ida ao médico, a escolha do profissional e o que se passa no consultório sem constrangimentos

Escrito por Giselle Coutinho

Foto: Thinkstock

A ida pela primeira vez ao ginecologista é uma situação que deve ser conduzida de maneira tranquila e que possibilite entendimento sobre os processos envolvidos neste contexto, por isso a busca por informação e o apoio da família, principalmente da mãe é fundamental.

Segundo os especialistas em ginecologia infanto puberal, a primeira visita ao ginecologista deve ocorrer quando houver alguma dúvida, problema o incômodo relativo ao sistema reprodutivo ou quando a menina tiver a menarca – primeira menstruação, o que vier primeiro.

A visita ao consultório ginecológico logo no início da puberdade, mesmo antes da primeira menstruação, também é indicada, pois desta forma o médico poderá acompanhar o desenvolvimento da garota e estabelecer uma relação de confiança.

1 – Não adiar a ida ao ginecologista

Muitos pais por medo de que suas filhas iniciem precocemente a vida sexual, não só não conversam sobre a sexualidade em família, como também adiam ao máximo a primeira consulta da jovem ao ginecologista, porém esta postergação pode implicar em maiores problemas, pois ela pode ter agravamento de alguma doença por tratamento tardio ou se expor, por falta de apoio ou conhecimento, a uma gravidez precoce ou doenças sexualmente transmissíveis.

As garotas que perceberem esta postura nos pais devem manifestar suas intenções de ir ao médico ginecologista em uma conversa que deixe claro que o principal objetivo da visita é o conhecimento técnico e específico do corpo e a manutenção de sua própria saúde através do check up ginecológico.

Segundo a ginecologista Dione Maria Ceschini Tanuri, o adiamento à ida ao ginecologista também pode partir da jovem paciente. “Muitas garotas que entram na puberdade ou começam a menstruar passam a temer a ideia de ter a intimidade exposta, de ter o corpo inspecionado e apalpada”.

Neste caso, a médica orienta que haja um diálogo entre a filha e os pais para que estes expliquem sobre as mudanças que irão ocorrer e reforcem a importância do conhecimento do corpo, evitando que o constrangimento da jovem se transforme em medo do médico.

2 – Manejar constrangimentos com o médico e a família

Outro ponto bastante conflitante neste processo é a escolha do médico. É comum que a família prefira que o ginecologista da menina seja o mesmo da mãe, mas muitas vezes esta pode não ser a melhor opção, já que existe a possibilidade de a jovem paciente não se sentir segura com ele.

Caso a jovem não se sinta a vontade com o ginecologista indicado pela família, ela deve se manifestar e ter seu desejo respeitado, pois é fundamental que a primeira consulta ao ginecologista seja livre de temores e desconfianças, para poder assimilar as informações que vai receber do profissional, sentir-se tranquila para expressar suas dúvidas, saber que não terá sua intimidade exposta a nenhuma outra pessoa e se deixar examinar.

Com relação à questão de estar ou não acompanhada de um responsável na primeira consulta, os especialistas da área dão a solução: eles costumam definir que algum pai responsável esteja presente na entrevista inicial, para que auxilie a responder perguntas sobre doenças na infância, e depois permaneça ou seja dispensado, de acordo com o que a menina manifestar que a fará sentir-se mais a vontade.

3 – Saber o que esperar da consulta

A jovem deve se preparar agendando a consulta para um dia em que não esteja menstruada, para poder fazer exames, higienizar-se previamente e pensar em questões a serem levadas ao médico – anotar tudo em um papel é uma boa iniciativa.

É importante também saber que a consulta implica somente nos passos abaixo:

  • Entrevista: O médico mensura peso e medida da paciente e faz perguntas sobre doenças, hábitos alimentares, rotina de atividades e menstruação;
  • Exame físico: A paciente fica sem roupa, coberta por um avental aberto na frente, e deitada em com as pernas erguidas e separadas para que o médico a avalie as mamas, o abdome e a vulva. Se a paciente já for sexualmente ativa é realizado também o exame Papanicolau;
  • Tira dúvidas: O médico responde questões da paciente sobre seu desenvolvimento corporal, menstruação, sexualidade, virgindade, doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e possíveis incômodos.

Portanto, a primeira visita ao ginecologista é uma experiência rica em conhecimento e indolor. Não ter medo nem vergonha do médico, buscar a própria experiência, ao invés de se iludir com depoimentos de outras pessoas, levar todas as dúvidas e manter um diálogo e contar com o apoio da família é fundamental para que esta vivência seja proveitosa e tranquila.

Dicas pela Web