3 alimentos que ajudam a prevenir doenças e o envelhecimento precoce

Noz, pistache e castanha do Pará oferecem diversos benefícios à saúde

Escrito por Tais Romanelli

Foto: Thinkstock

Que tal incluir na sua dieta alimentos que, além de serem deliciosos, contribuem para uma vida mais saudável? Oleaginosas, como noz, pistache e castanha do Pará, oferecem diversos benefícios a nossa saúde e estão relacionadas, inclusive, à prevenção de diversos tipos de doenças. Conheça um pouco mais sobre cada uma delas e confira bons motivos para incluí-las em sua dieta:

1. Castanha do Pará

Inúmeros artigos comprovam os benefícios da castanha do Pará. “Um estudo realizado na Universidade de São Paulo mostrou que a ingestão de uma unidade por dia, por dois meses, desta fruta – que é ótima fonte de fitoquímicos, fibras e Selênio – aumentou os níveis da Glutationa Peroxidase, uma enzima potencialmente antioxidante. Em pacientes que possuem determinado polimorfismo para o câncer, a castanha do Pará, pela ação do Selênio, se mostrou eficaz na prevenção da doença”, destaca Karla Leal, nutricionista da PronoKal (Brasil), método para perda de peso e reeducação alimentar baseado na dieta proteinada.

A profissional acrescenta ainda que, a castanha do Pará, por ser rica em Selênio – um potente antioxidante -, pode contribuir para o combate do envelhecimento celular e, consequentemente, auxiliar na prevenção do envelhecimento precoce. “Recentes pesquisas apontam que essa função protetora da castanha do pará pode, também, preservar a função de células nervosas, evitando a instalação de doenças neurodegenerativas”, explica.

Apesar de todos os benefícios que oferece, a castanha do Pará não deve ser consumida em excesso. A ingestão recomendada, de acordo com a nutricionista, é de uma unidade por dia.

2. Noz

De acordo com Karla Leal, um estudo, realizado com pessoas com IMC, perfil lipídico e pressão arterial em níveis normais, mostrou que a ingestão diária e moderada (15g) de noz, por um mês, levou a uma leve redução no colesterol total e na fração LDL-colesterol sem afetar a pressão sanguínea. “Isso comprova que a noz pode ser coadjuvante em manejos dietoterápicos que tenham como objetivo o tratamento de dislipidemias”, diz.

A nutricionista destaca que a noz é composta por uma quantidade muito elevada de ácidos graxos poli-insaturados linolênico e linoleico, substâncias antioxidantes, que explicam por que essas oleaginosas contribuem significativamente na redução do colesterol total e LDL-colesterol. “E alguns estudos ainda apontam que esta fruta contribui para a redução dos triglicerídeos”, acrescenta.

Segundo a profissional, o consumo adequado, que poderia contribuir para a manutenção da saúde e prevenção de doenças – principalmente as cardiovasculares -, seria entre 25 e 30g por dia.

3. Pistache

Em um estudo realizado pela Sociedade Americana de Nutrição, a ingestão de uma média de 30 a 60g de pistache por dia, associada a uma dieta equilibrada, foi capaz de reduzir em até 9% o LDL-colesterol e o colesterol total de indivíduos. “Sabemos que este feito pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares. Este resultado se deve, não só pelo perfil lipídico (ácidos graxos poliinsaturados) do pistache, mas também à presença de compostos bioativos, como os fitosteróis e fibras”, explica a nutricionista Karla.

De acordo com a nutricionista, o consumo médico de pistache deve ser de 40g por dia.

Esses alimentos podem prolongar sua vida?

Karla Leal explica que, devido a todos os fatores anteriormente relacionados e aos muitos e recentes estudos publicados, pode-se afirmar que as oleaginosas contribuem para a manutenção da função e o retardo do envelhecimento celular. “Este processo gera, consequentemente, reflexos positivos em toda a função fisiológica e em todos os níveis, incluindo a prevenção de diversas doenças”, diz.

A nutricionista destaca que é impossível prolongar/programar a vida, mas o envelhecimento pode ter menor impacto na saúde e estética do indivíduo, quando o manejamento nutricional, a atividade física etc. são priorizados.

Consumo moderado

Independentemente de todos os benefícios que estas oleaginosas podem oferecer, é imprescindível que o consumo seja sempre moderado e cauteloso, explica a nutricionista Karla. “Seja pela presença excessiva de sódio – que muitos industrializados podem trazer – seja pela grande quantidade total de gordura que, em excesso, pode alterar negativamente o perfil lipídico, levar ao ganho de peso e, consequentemente, levar a doenças cardiovasculares”, diz.

Além disso, é muito importante que a ingestão de noz, pistache e castanha do Pará esteja associada a hábitos alimentares adequados, orientados por uma nutricionista, e a atividades físicas supervisionadas por profissionais da área.

Assuntos: Alimentação

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