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Violência emocional

Entenda como mesmo a violência emocional pode afetar o psicológico de forma extrema

em 22/05/2012

Vivemos um momento onde a violência está instalada, as manchetes dos jornais só mostram ocorrências que nos fazem sentir acuados frente a uma série de situações que trazem o terror, a falta de respeito e a invasão dos direitos humanos.

Se voltarmos na nossa história, podemos entender que essas situações sempre existiram, acredito que só não eram noticiadas, pois não contávamos com os veículos de comunicação que temos hoje, portanto as informações não se espalhavam com tanta rapidez como acontece nos dia de hoje.

Um tipo de violência comum se encontra escondida dentro das casas, trabalho, escolas, mesmo em um grupo de amigos: a violência emocional.

Diversas forma de violência podem ser identificadas, como os insultos verbais, críticas, humilhação, desvalorização, hostilização, ridicularização, indiferença, discriminação, as ameaças, a rejeição, a culpabilização.

Muitas vezes a origem dessa violência é dentro de casa, quando os pais por estarem cansados ou chateados com algum comportamento dos filhos, passam a usar de termos nada apropriados ao se dirigirem a seus filhos, como chamá-los de burros, incompetentes, preguiçosos, uma série de agressões verbais que tem o poder de atingir a autoestima, promovendo também que essas crianças ao se tornarem adultas, venham a repetir os mesmos comportamentos de seus pais.

Em outros momentos, usar do amor para fazer chantagem emocional com os filhos, esposas, namoradas, também afeta a estrutura emocional. Se você for à festa vou ficar arrasado, ou se não me obedecer não vou mais lhe amar, você está horrível nessa roupa, pois seu braço está horrível, seu seio caído, enfim, de alguma forma o agressor tenta desestabilizar o outro, diminuindo e afetando sua segurança em relação a si mesmo.

Essas são formas silenciosas de agressões, pois normalmente acontecem dentro de casa, ou mesmo em um local protegido, onde o agredido fica sem ter como provar o que vem acontecendo. É importante ressaltar que um número muito grande de pessoas afetadas não se dão conta de que estão sendo violados, apesar de sentirem-se péssimos e entristecidos. Alvos de manipulações, algumas pessoas chegam a acreditar que de alguma forma age errado, sendo merecedora desse tipo de agressão.

Outro artifício dessas pessoas agressivas é afastar os amigos de forma que sua vítima não tenha a quem recorrer, ou queixar-se. Como não deixam marcas físicas, as queixas constantes dessas pessoas podem soar ao ouvido do outro como excessivas e sem fundamento, já que muitas vezes o agressor se mostra afetivo, manipulando o ambiente.

Até mesmo uma super exigência do chefe pode ser uma agressão, quando estes desrespeitam horários, quantidade de trabalho excessivo, ou mesmo quando utilizam de linguagem inadequadas com seus funcionários.

É fundamental que se procure ajuda nessas situações, e acreditar que ser respeitado é um direito que todos temos, inclusive dentro de nossa família. Aprender a se valorizar e não sucumbir diante de situações de pressão, se colocar opinando, escolhendo e colocando limites. Pessoas com comportamentos passivos são os alvos preferidos, pois não conseguem se defender e reagir a essas situações ao se sentirem oprimidas.

Procurar um terapeuta nesse processo é importante, pois poderá auxiliar no fortalecimentos da autoestima, revendo crenças, visualizando melhor o ambiente a que está exposto, promovendo mudanças e principalmente responsabilizando o agredido de forma que esta pessoa possa assumir o que está vivendo, procurando soluções e mudando comportamentos, para que desta forma aprenda a se defender e ser feliz.

Luciana Kotaka

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Psicologia

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