Transtorno alimentar noturno

Angústia e ansiedade podem desencadear o transtorno alimentar noturno, responsável por assaltos noturnos à geladeira

Por Deborah Busko
Atualizado em 22/10/2010 16:14

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Uns preferem fechar a boca antes de dormir, outros fazem apenas uma refeição leve. Mas há ainda quem não dispense um bom prato de comida e uma sobremesa. Em alguns casos, o hábito pode ser um distúrbio, que precisa ser tratado. Quem sofre deste mal geralmente come pouco durante o dia e assalta a geladeira à noite. Angústia e ansiedade são alguns dos fatores que podem desencadear o transtorno alimentar noturno.

Quando a vontade de comer aperta, a pessoa sente necessidade de comer qualquer coisa que faça volume e busca nos alimentos uma forma de aliviar suas tensões ou necessidades afetivas. E a síndrome do comer noturno não atinge apenas quem está acordado. Muito têm a crise durante o sono, levantam de madrugada, comem e só percebem o que aconteceu no dia seguinte, ao encontrarem vestígios de comida ao lado da cama ou quando são avisados por outras pessoas.

O transtorno alimentar noturno tem tratamento?

Descoberto o transtorno alimentar noturno, é hora de tratá-lo. A terapia cognitiva e a terapia comportamental são as mais indicadas, Em alguns casos, recomenda-se o uso de medicamentos antidepressivos e reguladores de sono, principalmente quando ocorre o declínio de humor.

Uma boa dica de como controlar o transtorno alimentar noturno é trocar a vontade de comer por coisas que dêem prazer. Um bom banho, uma saída e até exercícios físicos podem ajudar. Entretanto, se a crise bater e for difícil resistir, faça da geladeira sua aliada.

A dica é consumir alimentos balanceados como em todas as refeições diárias. O ideal é que todos os nutrientes como carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais sejam equilibrados de acordo com as necessidades da pessoa.

Como o metabolismo fica mais lento à noite, é preferível consumir frutas, carboidratos integrais (pão integral, arroz integral, cereais integrais), proteína magra (peite de frango e peixes de carne branca), iogurte natural desnatado, legumes, verduras e água de coco. As frutas mais indicadas são maçã, mamão, pêra, abacaxi, uva e morango. A refeição deve ter uma boa variedade de legumes e verduras, no mínimo de quatro cores diferentes. Alimentos gordurosos, pão francês, arroz branco, biscoitos, fritura e o consumo de doces em excesso devem ficar fora do cardápio noturno.

Uma má alimentação também interfere na qualidade do sono. Bebidas alcoólicas e alimentos que contém cafeína, como chá preto, mate e chocolate, são estimulantes e podem atrapalhar o sono. Quanto ao horário, especialistas recomendam que, se a pessoa for jantar, espere três horas antes de ir para a cama. Se fizer um lanche leve, por exemplo, não há problema em ir dormir logo em seguida.