Terapia ocupacional e o desenvolvimento de crianças especiais

Através de brincadeiras, os profissionais da área estimulam o desenvolvimento infantil para proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes

Por Juliana Cazarine
Atualizado em 22/06/2012 9:50
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Foto: Thinkstock

Segundo dados da Associação Baiana de Síndrome de Down – Ser Down, no Brasil, nascem aproximadamente oito mil bebês com essa deficiência por ano. Essas crianças têm atrasos nas funções motoras e mentais, mas podem levar uma vida normal: brincar, estudar e interagir com outras pessoas. Para isso, podem trabalhar o desenvolvimento neuropsicomotor através de terapia ocupacional.

Desde cedo, como instinto natural, as crianças têm vontade de conhecer o mundo através de brincadeiras, que é uma maneira de explorar o ambiente onde vivem. E cuidar da ocupação é princípio básico da terapia ocupacional. Por isso, para trabalhar o desenvolvimento motor e mental de uma maneira com que realizem atividades esperadas para a idade, os profissionais da área trabalham com o “brincar”.

Para a terapeuta ocupacional Ana Lúcia Barbosa Alves, a interação com atividades lúdicas, como são as brincadeiras e os jogos, é importante para o bom andamento da terapia. “Quando uma criança não apresenta o desenvolvimento que é esperado para a sua idade, nós buscamos fazer coisas que a façam acompanhar as demais”, diz.

A síndrome de down acontece quando existe um cromossomo a mais nas células de uma pessoa. As células de um indivíduo normal têm 46 cromossomos e de uma pessoa com down, 47. Essa anomalia genética, no entanto, tem variações das quais surgem três tipos de condição: trissomia simples, translocação e mosaico; que é a mais rara, em apenas 2%, e acomete apenas parte das células.

Segundo Ana Lúcia, crianças com a síndrome de down do tipo mosaico podem responder ao tratamento mais facilmente. Mesmo assim, cada uma apresenta os resultados de uma forma, já que o grau de acometimento da síndrome é diferente em cada caso e pode ser intelectual ou motor. “Hoje, já têm bebês de dois anos nas terapias e isso é muito bom, os resultados aparecem mais rápido”, conta.

Os downs já provaram que estão aptos a realizar todas as atividades que uma pessoa sem a síndrome consegue fazer. Quem não se apaixonou por Clara, personagem vivida por Joana Mocarzel, da novela Páginas da Vida? Em 2006, quando a novela foi ao ar na rede Globo, a menina tinha apenas 7 anos. Mesmo com pouca idade, ela mostrou ao Brasil que uma pessoa com down consegue brincar, ir à escola e interagir com outras crianças. No entanto, esse desenvolvimento pode ser mais facilmente alcançado por meio de tratamentos, e a terapia ocupacional é um deles.