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Seu ciclo menstrual é saudável? Ginecologista responde

A menstruação pode durar de dois a oito dias, com um volume sanguíneo que deve variar de 30 a 80 ml

em 29/09/2014

Foto: Thinkstock

Algumas mulheres sofrem com o período, sentindo cólicas e falta de disposição para realizar suas atividades; outras seguem sua rotina normalmente e não consideram a menstruação um incômodo.

Mas, independentemente de como o período menstrual é encarado pela mulher, algumas características, como, por exemplo, a diminuição do fluxo sanguíneo ou até ausência dele por alguns meses, podem indicar alguns problemas de saúde.

Dessa forma, é fundamental que a mulher esteja sempre atenta aos sinais que o corpo dá a respeito da sua saúde. E, dentro desta ideia, observe se a sua menstruação tem ocorrido da forma esperada.

Menstruação: duração e quantidade

Ennio Tozzi Filho, ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital Leforte, explica que o primeiro fluxo menstrual – conhecido como menarca – constitui o marco do desenvolvimento e maturação reprodutiva da mulher. “Clinicamente, pode-se definir como uma perda sanguínea cíclica, que se inicia entre os 11 e 16 anos, e termina entre os 46 e 52 anos”, diz.

Ainda de acordo com o médico, a duração do fluxo pode ser de dois a oito dias, com um volume sanguíneo que pode variar de 30 a 80 ml.

“A principal função do endométrio, que é o sangue secretado no fluxo menstrual, é fornecer um local adequado para a implantação do blastocisto (ovo fecundado) e, consequentemente, gerar uma gestação saudável”, explica.

Cólicas e indisposição

Foto: Thinkstock

O ginecologista Ennio Filho destaca que a cólica menstrual, também conhecida como dismenorreia, afeta cerca de 50 % das mulheres em idade fértil e é extremamente normal. “Ela ocorre devido à liberação de uma substância chamada prostaglandina, que aumenta a atividade do músculo uterino, ocasionando uma maior frequência e número de contrações, acarretando as cólicas”, diz.

O médico acrescenta ainda que esta dor pélvica, geralmente, vem acompanhada de dores nas costas, náuseas, vômitos e diarreia, causando um extremo mal-estar e indisposição na mulher.

“Apesar de todos os sintomas descritos acima serem normais, a intensidade e frequência é muito variável de uma mulher para outra. E, a partir do momento em que eles causarem uma incapacitação social mensal, a dismenorreia passa a ser uma doença, sendo obrigatória a intervenção do ginecologista”, destaca o profissional.

Alterações no clico menstrual e o uso de anticoncepcionais

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Ennio Filho destaca que as alterações do fluxo menstrual podem, sim, representar riscos à saúde. “Tanto o aumento do volume ou os dias de duração, como a diminuição excessiva ou ausência do fluxo”, diz.

Segundo o médico, existem inúmeras patologias ginecológicas que cursam, inicialmente, com uma alteração da menstruação. “Portanto, na ocorrência destas manifestações, o ginecologista deve ser sempre consultado”, destaca.

Porém, vale lembrar que o uso de anticoncepcionais também pode mudar as características da menstruação. “O anticoncepcional tem como função a inibição da ovulação, acarretando numa queda das taxas hormonais, diminuindo o volume e os dias do fluxo”, explica.

O ginecologista acrescenta ainda que, com a redução do fluxo, o sangue também muda de cor, ficando geralmente mais escuro.

Dessa forma, se você faz o uso de anticoncepcionais e notou apenas uma pequena alteração na cor do sangue e uma diminuição do volume sanguíneo, isso não é motivo para preocupação.

Amenorreia

A amenorreia nada mais é do que a ausência de menstruação. É considerada um distúrbio do ciclo menstrual e pode ser primária – quando a menstruação não começa até 15 anos – ou secundária, quando os períodos menstruais ficam ausentes por mais de três a seis meses.

Este é um problema relativamente comum, que ocorre em torno de 5% das mulheres na idade fértil, mas que, ainda assim, não deve ser ignorado por elas. Isso porque pode sinalizar condições médicas subjacentes e, potencialmente, ter consequências para a saúde a longo prazo.

Dessa forma, uma mulher que perde mais de três períodos menstruais (consecutivamente ou ao longo de um ano) e uma menina que não menstruou até os 15 anos devem consultar o mais rápido possível um(a) ginecologista para investigar quais são as causas da ausência da menstruação.

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