Riscos do uso de suplementos musculares

Conheça o perigo da suplementação na busca por aumento de massa muscular para fins estéticos

Por Giselle Coutinho
riscos do uso de suplementos musculares Riscos do uso de suplementos musculares

Foto: Thinkstock

Os diversos tipos de suplementos musculares vêm ganhando fama e sendo cada vez mais utilizados com a alegação de que aumenta a massa muscular, melhora o desempenho físico e a recuperação pós-treino.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, a compra de suplementos musculares merece atenção, pois alguns deles têm venda permitida exclusivamente em farmácias de manipulação e com apresentação uma receita médica por parte do consumidor, já que certas substâncias são consideradas medicamentos.

Recorrer a produtos importados ou ao mercado informal são algumas formas que as pessoas usam para driblar as regras do órgão regulador, porém, ao tomar este tipo de iniciativa correm o risco de estar consumindo uma mistura perigosa de substâncias.

Os leigos entusiastas do consumo de suplementos musculares usam em sua defesa o fato de que seu uso não é considerado dopping, ignorando que podem ocorrer danos ao organismo porque o produto pode não ser indicado para uma determinada pessoa, seja pelo seu quadro clínico ou pelo tipo de rotina de atividades que ela desempenha. A suplementação indiscriminada gera um excesso de substâncias desnecessárias que, não sendo utilizadas pelo corpo, causam sobrecarrega nos órgãos.

Suplementos musculares

  • Creatina: É a primeira fonte de energia usada pelos músculos em exercícios intensos. Aumenta a retenção de água nas células musculares que permite o desenvolvimento da massa magra;
  • Hipercalóricos: São uma mistura de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Aumentam a quantidade calorias, auxiliando no ganho muscular;
  • Proteínas: Melhoram a recuperação muscular, ganho de força e produção de energia durante o exercício;
  • Aminoácidos: Melhoram a resistência muscular, regeneram o sistema imunológico e mantêm a massa muscular;
  • Cromo: Potencializa a ação da insulina, dificultando o acúmulo de gordura e diminuindo o desejo por carboidratos refinados;
  • HMB, Beta-Hidroxi-Beta-metil-butirato: Atua no aumento de força durante os treinos e evita perda de massa muscular;
  • Sulfato de vanádio: Acelerar a recuperação do corpo para o próximo treino.

Através de uma avaliação física pode-se analisar a necessidade do uso de suplementação e quais as substâncias adequadas para o seu consumo. Lembre-se que não basta ler os componentes da fórmula que aparecem nos rótulos do suplementos, nem contar com a “receita” do colega de academia.

Uma das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária diz que o uso de suplementos deve ser feito apenas por atletas, ou seja, pessoas que treinam mais de 6 horas por dia, e não para fins estéticos ou por pessoas que praticam atividade física em grau leve ou moderado.

A ex-diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que fez a ultima atualização da norma destas substâncias, Maria Cecília Brito afirma: “Uma dieta balanceada, diversificada é suficiente para atender as necessidades nutricionais dos praticantes de exercícios físicos para recreação, estética e promoção da saúde”.

Se você não é atleta, antes de pensar em buscar a suplementação para aumento de massa muscular, procure verificar quais medidas nutricionais você pode tomar para contribuir para as suas conquistas físicas e com a sua saúde.

A boa alimentação aliada à frequência adequada de exercícios, com o auxílio de um profissional de educação física e a manutenção de um sono de qualidade são alguns hábitos capazes de potencializar resultados físicos buscados sem envolver o uso arriscado de substâncias.