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6 razões para não oferecer a chupeta ao seu bebê

O uso da chupeta é passado de geração em geração, mas seu uso pode causar asfixia, intoxicações e alergias

em 19/02/2015

Foto: Thinkstock

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Além de garantir a amamentação – e, consequentemente, a sobrevivência do bebê –, a sucção é algo natural ao bebê desde que ele está no útero da mãe, inclusive, muitas ultrassonografias mostram, por exemplo, bebês chupando o dedo. Além disso, o movimento de sucção também promove a liberação de endorfina, que está diretamente relacionada à sensação de prazer e bem-estar da criança.

O ato de mamar no peito da mãe é suficiente para satisfazer o desejo básico de sucção do bebê e, além disso, é muito importante para o desenvolvimento da mandíbula e outros ossos da face, dos músculos da mastigação, da oclusão dentária e da respiração adequada da criança. Porém, é fato que o uso da chupeta, com o intuito de “acalmar o bebê”, vem sendo passado de geração a geração, e se constituiu num hábito cultural.

Mas, quando o assunto é chupeta, há muitas dúvidas e contradições. Afinal, os pais devem ou não oferecer a chupeta ao bebê? Quais riscos à saúde ela pode oferecer?

Tatiana Miranda, coordenadora do pronto socorro infantil do Hospital Leforte, destaca que a história da chupeta remonta a milhares de anos. “Escritos antigos dos séculos II e IV referenciam o uso de objetos açucarados ou com mel para bebês sugarem com o intuito de acalmá-los. Ao longo dos anos esses objetos foram aperfeiçoados até a forma como conhecemos as chupetas hoje, mas sempre com o mesmo objetivo”, diz.

Existem vantagens no uso da chupeta?

Tatiana destaca que, em casos especiais, existem vantagens no uso da chupeta:

  • Ajuda a antecipar o início da alimentação oral em bebês prematuros;
  • Ajuda a reduzir o estresse em bebês durante procedimentos dolorosos (como coletar sangue, por exemplo);
  • Ela pode ser utilizada para estimular a sucção em crianças portadoras de doenças neurológicas.

Alguns estudos mostram ainda um possível efeito protetor da chupeta contra morte súbita em bebês.

Tatiana ressalta, porém, que isso é bastante controverso na literatura. “Alguns estudos demonstram que reduz o risco de morte súbita porque a chupeta ajuda a fazer com que a língua não ‘caia’ para traz durante o sono – o que causa a asfixia, que leva à morte súbita”, diz.

Por outro lado, explica a médica, estudos mostram que a amamentação reduz em 50% o risco de morte súbita em bebês. “E como a chupeta reduz o tempo de amamentação, seu uso também é relatado como fator que aumenta a morte súbita”, destaca.

A pediatra explica que o tempo que a criança costuma usar a chupeta depende do ambiente em que ela vive, da relação familiar com a criança e com a chupeta. “Recomenda-se que se a criança for usar (o que a maioria dos profissionais desencoraja), esse uso deve ser até um ano de idade”, diz.

6 motivos para não oferecer a chupeta ao bebê

Tatiana destaca que há desvantagens no uso da chupeta, já que ela pode oferecer riscos à saúde do bebê.

Conheça as principais razões pelas quais grande parte dos profissionais é contra o uso da chupeta:

  1. Impede o estabelecimento da mamada e induz ao desmame ao ser oferecida nos momentos em que a criança chora;
  2. É responsável pela menor duração do aleitamento materno;
  3. Pode causar asfixia;
  4. Pode ocasionar intoxicações ou alergias;
  5. Aumenta o risco de cáries, infecções e parasitoses;
  6. Causa problemas de dentição e fala, principalmente se seu uso se prolongar além dos 3 ou 4 anos.

Maneiras de acalmar um bebê sem o uso da chupeta

Tatiana expõe as principais maneiras de “tranquilizar” um bebê sem oferecer a ele a chupeta:

  • Aleitamento materno;
  • Oferecer carinho;
  • “Nanar” o bebê;
  • Tentar descobrir o porquê de ele estar estressado e diminuir esse estresse.

“Um estudo mostrou ainda que o uso de música associado a oferecer leite materno na boca dos bebês teve efeito ‘calmante’ superior ao uso da chupeta durante procedimentos dolorosos em hospital”, acrescenta a pediatra.

Como ajudar a criança largar a chupeta?

Foto: Thinkstock

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Tatiana destaca que o ideal é que a criança largue a chupeta sozinha. “Sua necessidade de chupar algo deveria diminuir naturalmente conforme ela cresce”, diz. Porém, a pediatra dá algumas dicas que podem ajudá-la nesse processo:

  • Fique de olho e, quando o bebê quiser a chupeta, providencie algo para substituí-la;
  • Se o bebê pega a chupeta quando está entediado, ofereça alguma atividade mais interessante, como um livro para folhear, por exemplo. Ou ainda, faça caretas engraçadas para distraí-lo;
  • Já se a criança tende a colocar a chupeta na boca quando está preocupada ou se sentindo insegura, ajude-a a explicar o que ela está sentindo. Faça perguntas para descobrir o que está acontecendo e conforte-a de outro jeito – com beijos e abraços, por exemplo.

Agora você já conhece as possíveis vantagens e as desvantagens do uso da chupeta. Vale ressaltar que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os pais tenham claramente esta visão de “prós e contras” em relação a este assunto, para que, junto ao pediatra do bebê, possam tomar a melhor decisão quanto a oferecer ou não a chupeta.

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