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Quelóide – A mais temida das cicatrizes

Tudo sobre quelóide, como surge e as formas de tratamento para minimizar o problema

em 17/03/2014

O queloide sem dúvida é um grande medo de quem faz qualquer tipo de cirurgia. Ter uma cicatriz feia pode comprometer o resultado de qualquer cirurgia, ainda mais se for estética.

Apesar do queloide ser um tipo cicatriz específico, muitos pacientes pensam ter queloides, pois há uma entendimento leigo de que qualquer cicatriz que não é ideal é um quelóide.

Isso não é verdade. Queloide é uma cicatriz em alto relevo, grossa, geralmente acompanhada de coceira ou dor. Tem um forte componente genético, acometendo mais frequentemente negros e asiáticos. Na maioria das vezes, começa a coçar e ficar alta depois de 3 semanas a 3 meses da cirurgia. Não regride sozinha sem tratamento, ficando alta e grossa permanentemente.

Muitas vezes confundida com o queloide, a cicatriz hipertrófica é um tipo de cicatriz que se assemelha a um queloide, mas não é tão intensa e regride sozinha com o tempo, ficando plana na maioria das vezes depois de 6 a 16 meses da cirurgia.

Outras cicatrizes inestéticas rotuladas de queloide, são cicatrizes alargadas, atróficas (em baixo relevo) ou retraídas. Todas elas não apresentam alto relevo, apesar de serem esteticamente indesejáveis.

O queloide é formado por uma produção descontrolada de colágeno. Este exagero na produção faz com que a cicatriz, em vez de plana, fique em alto relevo e invada a pele íntegra, ultrapassando os limites originais da lesão.

Os tratamentos para queloide visam a reduzir a produção de colágeno ou diminuir o acúmulo deste. Cremes ou placas a base de silicone, assim como a compressão da área da cicatriz e cremes de corticoides são alguns exemplos.

Uma vez em formação, quando o relevo já está alto, estes tratamentos não ajudam muito. A injeção de corticoide é mais eficaz na tentativa de paralisar o crescimento ou minimizar o queloide. Às vezes consegue a até a involução.

Os lasers estão ainda em fase de desenvolvimento e podem ser uma alternativa, apesar de ainda não mostrarem resultados sólidos na regressão dos queloides.

Uma vez bem desenvolvido, alto e largo, não há tratamento que faça o queloide ter grande redução. A cirurgia passa a ser o melhor tratamento.

Na verdade, a cirurgia retira o problema e inicia nova cicatriz do zero. A vantagem dela é permitir uma tentativa de controle da nova cicatriz. Se nada for feito o queloide seguramente retornará. Logo, é necessário fazer algum tratamento depois da cirurgia.

A betaterapia é uma tipo de radioterapia para a pele. Ela reduz a atividade do fibroblasto, célula responsável pela produção do colágeno. Com isso, reduz a chance deste retornar. A injeção de corticoide na borda da ferida, depois da retirada do queloide, também é uma boa alternativa a ser somada no tratamento.

A betaterapia deve ser iniciada no dia seguinte da cirurgia, sendo geralmente necessárias 10 sessões. O acompanhamento da cicatrização deve ser feito ao menos nos primeiros 4 meses, para na eventualidade de tendência do retorno do queloide, novo injeção de corticoide seja feita.

Este é o tratamento para queloide mais eficaz nos dias de hoje, mas não é garantia de sucesso. Mesmo assim, às vezes o queloide retorna. Felizmente a maioria dos casos tem resultado satisfatório.

Outra questão a ser avaliada é se o queloide pode ser retirado por completo. Devido à localização e tamanho, podem ser necessárias algumas cirurgias para minimizar o problema e nem sempre é possível eliminá-lo.

Andre Colaneri

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Cirurgia Plástica

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