Queda de cabelo: permanente ou temporária?

Aprenda a diferenciar a gravidade de cada tipo de queda de cabelo

Atualizado em 30/04/2013 19:16
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Foto: Thinkstock

Queda de cabelo é uma preocupação unânime: ela pode indicar o começo da calvície ou alguma disfunção do organismo. Ou seja, sempre preocupa! Perder pouco mais de 100 fios por dia é normal. É claro que você não vai ficar contando, mas dá pra ter noção ao sentir a quantidade que vai embora quando você penteia, lava e passa a mão nos fios. Quando caem mais cabelos que o normal, é sinal de que algo está errado. E, sim, precisa procurar ajuda.

Quando a queda de cabelo é temporária…

As variações normais da vida – que incluem estresse, mudanças na alimentação e nos hormônios – podem causar uma queda capilar reversível. Alguns medicamentos também causam perda de cabelo, especialmente aqueles para tratar artrite, gota, depressão, problemas cardíacos e pressão alta.

Se você estiver com perda de cabelo associada a cansaço, problemas de concentração e sono, procure um médico para fazer um exame de função de tireoide.

Tratamentos médicos como quimioterapia e radioterapia causam o desenvolvimento de alopecia (o nome científico da queda), já que eles atacam as células que crescem e se dividem mais rapidamente no corpo humano (as células dos folículos capilares fazem parte desse grupo). Após o fim do tratamento, os fios voltam a crescer como antes e há a restauração do padrão antigo de cabelos.

Outra razão comum para perda dos fios são hábitos estéticos que, sem o devido cuidado, podem causar dano aos fios. Tratamentos químicos podem levar a um raleamento do cabelo através da quebra e perda das camadas proteicas dos fios. Isso não costuma causar danos permanentes, mas se você notar que, após parar com esses tratamentos, seu cabelo não voltou a crescer em três meses, é preciso procurar seu dermatologista.

Outras causas da queda de cabelo: tração excessiva dos cabelos (causada por penteados ou fixação de próteses), doenças como diabetes, lúpus, ovário policístico, alterações do sistema imunológico, hiper e hipotireoidismo, tintas e alisantes de cabelo usados de maneira inadequada, estresse físico ou psicológico, parto, dietas sem auxílio médico e cirurgia recente.

Quando a calvície é permanente…

É normal o cabelo afinar por conta de fatores genéticos ou pelo processo de envelhecimento natural. Isso é bem mais comum com os homens: muitos notam um leve aumento na queda e raleamento do cabelo relacionado a processos fisiológicos, geralmente se iniciando no início dos 40 anos.

Esse processo se chama alopecia androgenética e ocorre quando os períodos de crescimento do cabelo diminuem e o fio perde seu vigor e diâmetro. A cada ciclo de crescimento, o cabelo se enraíza mais superficialmente e cai mais com facilidade. A hereditariedade desempenha um papel importante: se você possui histórico em qualquer lado da família, há um aumento no risco de você desenvolver a calvície. A perda é diferente de acordo com o sexo. No homem pode se iniciar ao redor dos 20 anos, atingindo a maior intensidade aos 40 anos.

As mulheres são mais afetadas após a menopausa. Quando ocorre, a perda geralmente se inicia mais tarde e em menor intensidade. Nas mulheres, os folículos programados para parar de crescer estão espalhados de modo difuso no couro cabeludo. Eles ficam mais ralos, mas não aparecem entradas e áreas calvas. A questão, nas mulheres, é a falta de estrógeno, o hormônio feminino que diminui na menopausa, como elas têm mais esse hormônio do que os homens, estão mais protegidas. Por isso, o ideal é ter acompanhamento médico nessa fase. Só seu médico vai saber se é necessário fazer ou não a reposição hormonal.

Pra ajudar no crescimento saudável dos fios, lembre-se de:

  • Lavá-los com frequência e com água morna ou fria. Use um condicionador fortalecedor e que combine com seu tipo de cabelo.
  • Ter uma dieta saudável e balanceada. Você precisa ingerir vitaminas (frutas e verduras variadas) e proteínas (carnes magras e cereais integrais) para que os fios cresçam de forma saudável. Uma visita ao nutricionista poder ajudar.
  • Ficar de olho na sua saúde. Doenças crônicas, febres e infecções contribuem para a queda de cabelo.
  • Manter distância de tratamentos que agridam os fios ou que sejam duvidosos. Vá sempre ao seu cabeleireiro de confiança e evite usar química em casa (a não ser que você seja profissional).
  • Evitar o excesso de penteados como rabos de cavalo e coques: o cabelo é esticado e forçado a uma tensão que ele não aguenta.
  • E sempre: consulte o seu médico dermatologista com freqüência. Hoje em dia há vários tratamentos que controlam a queda de cabelo. Quanto antes começar, mais resultado você vê!