Novidade! Baixe nosso app em seu smartphone Android iPhone

Dicas de Mulher Dicas para Mães

Psicose Puerperal pode acontecer após o parto

Fique atenta aos sintomas deste transtorno e saiba como lidar com o problema

em 19/09/2012

Foto: Thinkstock

Muitas mudanças acontecem na vida da mulher quando ela está grávida. Ela passa a alimentar-se e exercitar-se pensando no bem do bebê que carrega. Faz planos para o futuro, planeja um novo ambiente para o bebê e se preocupa com sua saúde. Mas tudo isso vem acompanhado de esperanças, medos, inseguranças, ansiedade e aquele sentimento de “será que dou conta?”.

Ter esse turbilhão de sentimentos e emoções é absolutamente normal. Além das mudanças que acontecem ao redor da mulher, ainda existem as mudanças biológicas. O aumento de estrogênio e progesterona causam mudanças de humor como irritabilidade.

Mas é no parto que tudo isso muda. Ao expelir a placenta a mãe sofre uma queda brusca desses hormônios, que pode deixá-la ainda mais suscetível à mudanças de humor e distúrbios psicológicos.

A Psicose Puerperal pode surgir após o parto, se aproveitando dessas violentas mudanças nas taxas hormonais.

O quadro acontece em cada uma ou duas mulheres entre 1000 partos, e afeta principalmente quem já possui histórico de problemas psiquiátricos, como a bipolaridade e a esquizofrenia.

Ter reações emocionais após o parto é normal. Casos de crise de choro, ansiedade, irritabilidade e lapsos de memória são reações não psicóticas e comuns entre 50% a 80% da mulheres. Geralmente esse quadro é superado pela própria mãe, sem ajuda de especialistas, em até seis meses.

Já a Psicose Puerperal é o caso de sintomas mais graves e agudos, e é considerado um transtorno de humor. Mas ainda assim não é classificada como depressão pós-parto. É diferente por ser menos severa e mais breve.

Além dos fatores biológicos, existem outros fatores que podem influenciar o quadro de Psicose Puerperal. São os fatores sociais (se a mãe passa por problemas financeiros, ou familiares, isso pode ser mais um peso nessa nova etapa de sua vida) e as condições do parto (caso o parto tenha sido muito longo e problemático, a mãe lida com situações de muito estresse).

Talvez por isso, o quadro seja mais comum em mães solteiras, que sem o apoio do parceiro, lidam sozinhas com a responsabilidade de um bebê. Na maior parte dos casos, os sintomas aparecem dentro do primeiro mês após o parto, mas podem aparecer até o terceiro mês após o parto.

A Psicose Puerperal se apresenta como um quadro de delírio grave, em que a paciente pode passar por surtos em que acredita que o bebê ainda não nasceu, ou que nasceu com algum tipo de deficiência ou problema de saúde ou até mesmo sem vida.

Para a mãe, tudo fica muito confuso, ela não consegue lidar com o bebê, nem tomar decisões e resolver problemas. O nível de atenção e concentração cai, o que pode ser muito perigoso para o bebê ao que se refere a segurança e a saúde (tanto física quanto mental).

Afinal, pela mãe não saber como lidar com o bebê, e até mesmo ser, de certo modo, insensível as necessidades dele, isso pode afetar o vínculo afetivo entre mãe e filho, prejudicando as relações interpessoais da criança no futuro.

Por ser um quadro alucinógeno, em que a mãe não consegue distinguir a realidade e o principal motivo de suas preocupações é o bebê, existem casos em que a mãe acredita que tirando o bebê de sua vida todos os conflitos serão resolvidos.

Por isso é extremamente importante procurar tratamento ao perceber pensamentos e comportamentos atípicos.

Tratamento da Psicose Puerperal

O tratamento utilizado nesses casos é o mesmo para as psicoses em geral, há não ser em casos de pacientes com quadro de problemas psiquiátricos anteriores, como bipolaridade e esquizofrenia. Nestes casos específicos a paciente continua com seu tratamento anterior.

Para pacientes sem histórico de problemas psiquiátricos, a recuperação costuma ser completamente satisfatória. Para que o tratamento tenha sucesso, é necessário que o aleitamento materno seja suspenso.

O problema não afeta apenas a mãe e o bebê. Sua gravidade é tamanha que influencia toda a família. Em casos de mães que apresentam Psicose Puerperal, os pais costumam se envolver mais com a criança, numa tentativa de compensar para a parceira e até mesmo para o bebê. Com isso o bebê sofre menos o efeito do problema da mãe.

A criança deve sempre ter contato com outro adulto, ou o pai, para que o quadro de depressão da mãe não o afete tanto. O quadro, apesar de não ser tão grave quanto uma Depressão Pós-parto, deve ser considerado com seriedade e tratado como o transtorno de humor que é. Por isso, a comunicação é essencial, fale com seu parceiro e com seu médico sobre o que sente. Uma simples conversa pode mudar sua vida.

Receba nossas melhores dicas diretamente em seu e-mail

Assine nossa newsletter para receber nossas novidades sobre os assuntos do momento.

Nós odiamos spam. Nunca usaremos seu e-mail para outros fins.

Comentários
Dicas relacionadas