O casamento acabou, e agora?

A perda de idealização é uns dos motivos que levam a separação do casal

Atualizado em 22/06/2012 9:19

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Muitos são os motivos que levam as pessoas a se comprometerem com o matrimônio, e ao invés do que imaginamos, nem sempre é a paixão que unem os casais.

Vemos que a paixão é o passo inicial das relações, porém ao avaliarmos mais atentamente as histórias sobre as uniões, os motivos são outros, pois envolvem uma série de contextos diferentes, de pessoa para pessoa, até mesmo as partes de um casal.

Sair da casa dos pais, do regime rígido ou frio, onde a falta de afetividade prevalece ainda é um motivo forte que levam muitas pessoas a se ligarem em outra, em outros momentos, é a necessidade de ter alguém que sinta segurança para continuar a sua vida, pois só troca a dependência do pais, pelo esposo (a).

Podemos aqui levantar uma série de situações, mas o importante é entender como isso vem acontecendo.

Quando nos unimos em um matrimônio, pensamos ter encontrado a pessoa ideal, e vivemos um estado de êxtase total, imaginando que de alguma forma fomos premiados, que o universo nos escolheu para vivermos esse amor infinito. Esse processo muitas vezes duram meses, outras vezes anos, até que um dia paramos, e como que quase que magicamente, percebemos que tudo está desmoronando.

Algumas pessoas encaram o casamento como a reta final para uma série de dificuldades, porém esse é o primeiro indício do fracasso. Na relação a dois, não temos como deixar de lado os nossos problemas pessoais, defeitos e dificuldades, eles vão junto, e aos poucos vão se tornando bem aparente.

Nos damos conta que nada mudou, somente saímos de uma casa e fomos para outra, e temos que olhar com atenção para esse processo. Nosso olhar sobre o parceiro muda, a idealização do casal perfeito cai, e nos deparamos com a realidade que criamos.

Quando essas questões são somadas as dificuldades do parceiro, isso se torna complicado, e a relação vai exigir do casal uma boa dose de maturidade para poderem olhar e ver quais são as possibilidades de mudar esse quadro.

Porém, está claro que hoje com as mudanças culturais e sociais que vivemos, não ficamos mais presos nos casamentos como antigamente, pois temos a possibilidade de recomeçar, buscar novos caminhos.

A taxa de divórcios bateu novo recorde no país em 2010, o que mostra que os casais que decidem acabar com o casamento estão optando cada vez mais pelo divórcio direto, em vez de passar antes pelo processo de separação. É o que aponta a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além das causas comuns que acontecem nos processos de separações como: traição, agressão física e verbal, perda de interesse sexual, alcoolismo, abandono, hoje vemos que as pessoas tem mais coragem para se desligarem de seus parceiros, pelo fato de constatarem que não andam paralelamente, e sim, cada um tem seus próprios interesses, muitas vezes perdendo até o elo que mantêm a comunicação entre o casal.

Avaliar como está o casamento e constatar que não existe mais laços de amor, respeito, ou mesmo de interesses, é o primeiro passo para pensarem na separação real.

Como nossa cultura vem mudando a visão sobre a separação, a mulher já não carrega mais o estigma de ser separada, o possibilitou que aumentasse o índice de novos casamentos. Os recasamentos (casamentos em que pelo menos um dos cônjuges era divorciado ou viúvo) totalizaram 18,3% das uniões, um crescimento em relação a 2000 (11,7%), segundo o IBGE.