O bebê está com cólica, e agora?

Saiba o que fazer para identificar a dor causada pela cólica e atenuar o problema

Por Carolina Werneck
Atualizado em 17/07/2013 17:19
o bebe esta com colica e agora O bebê está com cólica, e agora?

Foto: Thinkstock

Durante os três primeiros meses de vida, é comum que a maioria dos bebês sinta cólica. Dados apontam que em torno de 75% dos bebês passará por este incômodo.

O problema tem diversas causas conhecidas e é fonte de sofrimento não só para o bebê, mas também para a mamãe, que se sente impotente diante de uma dor aparentemente tão intensa.

Como identificar o choro causado pela cólica?

Em geral o bebê chora por fome, sono, porque está sujo ou com frio/calor. Se você já o alimentou, já se certificou de que ele está limpo e num ambiente confortável – e ainda assim o choro não deu trégua, fique atenta às reações do bebê porque, provavelmente, ele esteja sofrendo uma crise de cólica.

Essas crises se caracterizam por um choro estridente (ardido, como diziam nossas avós), o rosto tende a ficar vermelho e as expressões faciais acusam uma dor forte, ao mesmo tempo em que o bebê flexiona as perninhas em direção ao abdômen e fecha os punhos. Além disso, a barriga fica endurecida e o bebê pode vir a soltar gases.

Causas

A cólica normalmente ocorre porque o organismo do bebê de até três meses – principalmente o sistema digestivo – ainda é imaturo e nem sempre consegue processar o alimento da maneira correta, ainda que seja o leite materno. Este período não é aleatório; com três meses de vida o bebê completa um ciclo de doze meses, contados a partir da fecundação. É depois do terceiro mês que ele deixa de ser um recém-nascido, o cérebro passa a se entender melhor com as funções do organismo e, consequentemente, as cólicas deixam de existir.

Algumas mães relatam que a cólica de seus bebês está relacionada ao tipo de alimento ingerido por elas antes da amamentação. Não há estudos que comprovem essa relação mas, se você notar alguma alteração, suspenda o item de sua dieta pelo menos até o final dos três meses.

A recomendação médica é de que a mamãe tome cuidado com seu estado emocional. Pesquisas indicam que sensações como a raiva e a ansiedade possuem influência negativa no bebê, o que pode aumentar a cólica.

Tratamento

A primeira providência a ser tomada pela mãe é colocar a criança de bruços sobre seu próprio corpo, já que esta posição comprime a barriga da criança ao mesmo tempo em que a respiração da mãe gera um movimento compassado que auxilia na liberação dos gases, causadores do problema. Também se recomenda esticar e encolher as perninhas do bebê, numa espécie de massagem abdominal.

Medicamentos como a Funchicória – planta doce usada durante mais de setenta anos no tratamento da cólica – estão sendo extintos das farmácias porque não possuem eficácia comprovada. Pediatras afirmam que esse tipo de tratamento, assim como chás e produtos fitoterápicos, desviam a atenção do bebê para o paladar. Isso faz com que o choro cesse por alguns instantes mas não elimina a dor, de modo que, após passado o gosto, a criança volta a chorar.

A administração de chás e sucos, por exemplo, pode exigir que o intestino trabalhe com mais força, aumentando as cólicas. Bebês de até seis meses de idade não devem ingerir outro alimento que não seja o leite materno. Este contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável do organismo e não pode ser substituído, nem necessita de complemento.