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Uso de paracetamol em excesso causa 150 mortes por ano nos EUA

Apesar de ser um princípio ativo seguro para aliviar a dor, essa substância pode ser fatal se tomada em doses altas

em 18/10/2013

Foto: Thinkstock

O paracetamol, um dos medicamentos mais usados no mundo, pode levar à morte se consumido em excesso. Foi o que mostrou um estudo da organização sem fins lucrativos Pro Publica, dos EUA. Os dados, consultados nos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) são alarmantes: de 2001 a 2010, morreram cerca de 150 americanos por ano devido à intoxicação após o consumo de paracetamol, princípio ativo de analgésicos como Tylenol e Sonridor.

Estas mortes ocorreram devido à sobrecarga que o consumo em dose alta (mais de 4g/dia) do medicamento causa ao fígado. Além disso, combinar o seu uso ao consumo de álcool também pode levar a danos sérios no órgão, como a falência hepática, que pode ser fatal.

Esse problema é preocupante porque o paracetamol é vendido sem receita, sendo assim, o paciente pode acabar tomando muitas cápsulas em um curto intervalo de tempo com a intenção de sanar uma dor e isso pode resultar em uma sobrecarga no fígado.

Nos EUA, a FDA (agência americana de regulação de alimentos e medicamentos) demorou a exigir que as bulas desses medicamentos trouxessem informações importantes a respeito dos riscos das dosagens altas e da sua combinação com álcool e outros medicamentos. Entretanto, atualmente, tanto no Brasil quanto nos EUA, as bulas trazem essas informações. Por isso, é imprescindível ler e seguir as instruções contidas no documento antes de ingerir qualquer medicamento.

No Brasil, segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, não há dados concretos sobre intoxicações por paracetamol.

Vale ressaltar que a automedicação é muito perigosa e deve ser evitada. Mesmo os remédios que parecem mais seguros podem ser fatais em dosagens e ingestão incorretas. Procure um médico antes de se medicar e não oculte informações na hora da consulta. Falar a verdade sobre seus hábitos pode evitar problemas mais graves.

Com informações do jornal Folha de São Paulo e do site especializado MedicineNet

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