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Pediatras pedem proibição da venda de andadores infantis

Seria o andador um vilão ou um aliado para as crianças?

em 30/01/2013

Seria o andador tão prejudicial a ponto de haver proibição? Foto: Reprodução

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) traz um alerta para a população em relação aos andadores infantis e os riscos à saúde e desenvolvimento da criança causados pelo produto. Com o andador, a criança passa a ter acesso a locais que ela não teria se estivesse andando sozinha, principalmente as escadas, podendo gerar uma queda com ferimentos graves.

Além do risco da queda, os pediatras alertam para os defeitos no arqueamento das pernas e na coluna que podem se desenvolver no período de aprendizagem, bem como o aceleramento de uma fase importante da criança que é engatinhar. Quanto à postura infantil, diz-se que os pés da criança nem sempre tocam o chão inteiramente, causando o chamado “pé de bailarina”, que é o efeito de quando a criança pisa apenas com as pontas dos pés no chão pela falta de apoio e altura adequada do andador.

Andador de bebê. Foto: Divulgação.

Com estes argumentos, a sociedade fez o pedido ao INMETRO para a proibição da comercialização e produção dos andadores, espalhados por países como o Canadá, onde o produto já foi banido.

Do outro lado, alguns pediatras afirmam que acidentes acontecem em qualquer lugar e a qualquer hora, o que não se deve fazer é deixar a criança sozinha livre pela casa, e que o andador não influencia a ponto de ter seu uso proibido. Famílias com crianças pequenas confirmam que o uso não os prejudica, desde que haja acompanhamento e que o andador auxilia no equilíbrio e na independência do caminhar na fase de aprendizagem dos pequenos.

Resta aguardar qual será a resposta dada pelo INMETRO.

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