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Deficientes físicos ganham o mercado de trabalho como modelos fotográficos

Fotógrafa paulista abre um leque de oportunidades profissionais para modelos com deficiência física

em 06/10/2014

Paula Ferrari, modelo com mielite, usuária de cadeira de rodas. Foto: Kika de Castro

Em meados de 2007, a fotógrafa Kica de Castro criou em São Paulo uma agência diferente: ela tem no casting apenas modelos com algum tipo de deficiência física. Visando valorizar e incluir esses profissionais em um mercado que ainda não os abrigava, ela desafiou os padrões e trouxe esperança e oportunidade para muitos, começando com apenas 5 modelos e hoje contando com cerca de 85 em todo território nacional.

“No começo não tive apoio nem das pessoas com deficiência, eles não acreditavam que o mercado iria abrir as portas para questão da diversidade, mas provamos e ainda estamos na luta de mostrar que beleza e deficiência não são palavras opostas” afirma a fotógrafa.

Juliana Caldas, nanismo. Paula Ferrari, mielite. Maraísa Proença, amputação de membro inferior, utiliza prótese. Mah Mooni, amputação de membro inferior, sem utilização de prótese. Foto: Kica de Castro

“Não existe um único padrão de beleza, o universo é composto da diversidade, a beleza não pode ficar de fora dessa inclusão” destaca Kica, reafirmando a necessidade da valorização de todos os tipos de beleza e da erradicação dos preconceitos em todos as áreas do mercado de trabalho.

Rayane Landim, modelo fotográfica com paralisia cerebral. Cassio Sgorbissa, modelo com má formação em membro superior. Foto: Kica de Castro

Projetos humanos como esse mostram o quanto é primordial tratarmos pessoas com deficiência com igual dignidade e prover a eles boas oportunidades, além de apoiar o fim do preconceito.

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