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Anvisa recomenda cautela após suspensão do Diane 35 na França

A pílula anticoncepcional tem 3 meses para sair do mercado após confirmação dos óbitos devido a uso do medicamento

em 24/09/2014

Diane 35 alarma a Anvisa após casos na França. Foto: Divulgação.

O remédio é receitado para o tratamento de acne e ovários policísticos, mas também é usado como contraceptivo, fato que, o órgão francês responsável (ANSM) contesta. Após a morte de 7 mulheres, sendo que são 4 diretamente relacionadas ao Diane 35, a ordem de suspensão do mesmo foi dada, e tem até 3 meses para ser cumprida, quando todos os lotes devem estar fora do circulação e nenhuma receita poderá ser prescrita nem para ele, nem para sua versão genérica.

A Bayer, empresa que fabrica o Diane 35, declarou que sua venda é aprovada para diferentes indicações em 116 países, e que na França ele era autorizado para o tratamento de acne em mulheres. Além disso, o fabricante informa que as precauções relacionadas aos problemas sofridos pelas pacientes em questão estão listados na bula, e se dispõe a continuar colaborando com as autoridades e compartilhando as informações relevantes quanto ao uso do produto, uma vez que a venda das pílulas é monitorada, pois necessita de prescrição.

Em Portugal, houve pronunciamento pela Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF), a Sociedade Portuguesa de Contraceção (SPdC) e a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), de que apesar dos casos, não há motivos para a suspensão do medicamento, desde que acompanhado de perto, apesar de considerarem as notícias alarmantes.

Por aqui, a Anvisa está acompanhando os fatos, e apesar de ainda não ter suspendido a venda, um alerta foi dado para o risco do uso em pacientes com histórico de trombose ou problemas vasculares, visto que os outros 3 óbitos foram comprovados e são relacionados ao composto. Para quem faz uso do medicamento, é recomendado que busque seu especialista e procure uma nova solução.

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