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Natação para bebês: benefícios para a saúde e maior vínculo entre pais e filhos

De forma geral, a partir dos seis meses os pequenos já podem ter aulas acompanhados de um adulto responsável

em 05/09/2016

Foto: Getty Images

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A natação destaca-se, desde sempre, como um esporte completo e acessível. Pode ser praticado por pessoas de qualquer idade, inclusive bebês, gestantes, idosos e deficientes. A atividade trabalha todos os grupos musculares, melhorando o condicionamento físico, proporcionando maior flexibilidade das articulações e resistência física.

Mas, os benefícios não param por aí! “A natação, de forma geral, melhora a condição circulatória e cardiorrespiratória, ajuda na coordenação motora e na flexibilidade, reduz estresse, melhora o sono, auxilia na recuperação de movimentos e reduz obesidade, colesterol e níveis glicêmicos”, destaca Thiago Gara, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.

Andrea Cristina A. M. de Almeida, educadora física e sócia da Elemento Água, ressalta que a natação – em qualquer idade – promove uma série de benefícios: proporcionando a sensação de bem-estar, melhorando a rotina do praticante, melhorando a autoestima (amenizando, inclusive, quadros de depressão e angústia), aumentando a concentração, relaxando a mente e ativando a memória, melhorando a socialização (ao oferecer novo ambiente de amizade e descontração) etc. “Isso sem falar que melhora a qualidade de vida, ajudando a prevenir várias doenças”, diz.

E o mais interessante de tudo é que a natação é uma atividade superindicada para o bebê, pois proporciona que ele se desenvolva em toda sua plenitude. Vale destacar que as crianças, quanto mais novas, menos medo de água possuem! E, assim, a prática, o quanto antes, respeitando alguns cuidados essenciais, criará muitas vantagens aos pequenos, tanto físicas, como mentais.

Natação para bebês: 9 dúvidas respondidas

Foto: Getty Images

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Apesar de ser um esporte superindicado para os pequenos, é comum que os pais sintam certo receio em colocar o bebê na natação. Abaixo, você confere as respostas para as principais dúvidas em torno do assunto.

1. Existem contraindicações da natação para bebês?

Thiago Gara destaca que não há contraindicações, apenas cuidados com o tratamento da piscina (excesso de cloro, por exemplo) ou alergia.

2. Quais cuidados devem ser tomados na hora dos pais escolherem a escola de natação para o filho?

“É necessária atenção à forma de tratamento da água, com preferência para o ozônio ou sal, em caso de alergia. Outro ponto importante é a temperatura da água que, no caso dos bebês, deve estar em torno de 26 graus”, explica Gara.

3. A partir de que idade o bebê pode se iniciar na natação?

A idade pode variar um pouco de uma academia para outra. Mas, em geral, a partir dos seis meses, conforme destaca o pediatra.

4. A natação pode prejudicar o ouvido dos bebês?</b.

Em geral, não. Os problemas de ouvido acontecem, na maioria das vezes, em função do mau tratamento da água. Por isso, Gara lembra da importância de se atentar aos cuidados com a piscina do local onde o bebê terá aulas.

Uma atitude interessante também é enxugar bem o ouvido da criança após a aula de natação, já que a umidade favorece a proliferação de bactérias. Outra ideia ainda é colocar no bebê um tampão moldável (acessório que evita a entrada de água no ouvido).

5. O contato precoce com a água evitará que a criança desenvolva medo de entrar na piscina ou no mar?

“Depende muito de como os pais tratam o assunto, geralmente o medo é passado por eles ou após algum trauma. Não havendo falha neste sentido, não ocorrerão dificuldades ou medos”, diz o pediatra.

Para Eduardo Furlan, educador físico e sócio da Elemento Água, a natação é importante inclusive para proporcionar confiança e mostrar que nadar está ao alcance de qualquer pessoa. Dessa maneira, os benefícios podem se iniciar na infância e perdurarem para toda a vida. “De forma geral, nadar propicia a ampliação do potencial do organismo como um todo, elevação da autoestima e maior inserção social. Tendo o domínio da técnica, é possível ampliar opções de lazer, permitindo aventurar-se em coisas bacanas de serem feitas, como mergulhar para conhecer as maravilhas do fundo do mar, praticar esportes aquáticos ou, até mesmo, sentir-se à vontade para dar um simples pulo na piscina com intenção de refrescar o corpo e a alma”, comenta.

6. É verdade que na água a relação entre mãe/pai e filho pode se estreitar?

Sim, a relação afetiva e de confiança tende a melhorar e muito, de acordo com Gara.

7. Os bebês com problemas respiratórios se beneficiam das atividades dentro da água?

Sim, de acordo com o pediatra. “Há melhora do sistema cardiorrespiratório, com isso, há melhora da capacidade pulmonar nas trocas gasosas e melhor desempenho, o que melhora bronquites/Asma, por exemplo”, diz.

8. Piscinas tratadas com cloro podem agredir a pele da criança?

“Podem, caso ocorra o excesso de cloro ou erro no PH da piscina”, diz Gara.

9. É preciso esperar a criança completar um ano para começar?

Não, de forma geral, algumas escolas de natação já dão aulas para bebês a partir dos seis meses. Eles participam das aulas acompanhados de um adulto responsável (pai ou mãe). Nessa fase, a criança já terá tomado parte das principais vacinas.

E, vale destacar: quanto mais cedo começar, maior será o repertório motor e emocional do bebê, o que auxiliará num crescimento saudável.

Mas, é sempre importante conversar com o pediatra da criança antes de iniciá-lo no esporte.

9 vantagens da natação para bebês

Foto: Getty Images

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Os benefícios específicos da natação para os pequenos são:

  1. Melhora da coordenação motora;
  2. Redução da incidência de quadros respiratórios;
  3. Aumento do vínculo com os pais;
  4. Melhora da qualidade de sono;
  5. Melhora do apetite;
  6. Aumento da resistência muscular;
  7. Melhor noção de espaço e tempo;
  8. Ativação da circulação sanguínea;
  9. Contato mais seguro da criança (e futuro adulto) com a água.

Detalhes aos quais você deve se atentar

Decidiu colocar o bebê na natação? Ótimo! Mas é importante pensar em alguns pontos:

  • O bebê precisa estar vacinado com as primeiras vacinas obrigatórias, por isso é sempre importante conversar com o pediatra e se informar melhor.
  • Thiago Gara lembra que é preciso atenção à forma de tratamento da água da piscina, com preferência para o ozônio ou sal em caso de alergia.
  • É preciso se atentar ainda, de acordo com o pediatra, à temperatura da água que, no caso dos bebês, deve estar em torno de 26 graus.
  • O uso de protetor de ouvido pode ser interessante para o bebê.
  • Após a aula, que costuma durar cerca de 30 minutos, o bebê deve ter uma boa refeição, pois os momentos dentro de água necessitam de muita energia e, por isso, abrem o apetite.
  • Após a aula, dê um bom banho no bebê em casa e, de preferência, hidrate sua pele.

Por fim, é sempre interessante conversar com o pediatra sobre o interesse em colocar o pequeno na natação; ele certamente passará todas as orientações específicas.

Divertida e estimulante, a natação é uma ótima atividade para os bebês! Além de ser um momento de prazer partilhado entre pais e filhos!

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