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5 medos que os pais de primeira viagem têm

Sentir medo é normal, mas é importante não deixar que se transforme em paranoia. Confira alguns dos medos mais comuns dos pais inexperientes e como se sentir melhor com eles

em 15/07/2016

Foto: Getty Images

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A chegada de um bebê, por mais que seja um momento de grande alegria, também é acompanhada de receio, insegurança e, às vezes, muita paranoia. Não importa o quanto os pais estudem e se informem sobre o assunto: não dá para evitar sentir certos medos quando se está passando pela experiência de ter um filho pela primeira vez.

O medo faz parte da vida, considera a psicóloga da Gerando Saúde, Katia Aparecida Sebastião Sanchez, e todos os indivíduos sentem de alguma forma: “O medo está relacionado com a história de vida de cada um, o que os pais passaram na sua infância poderá trazer um medo de que seu filho possa passar pela mesma situação”.

Não se preocupe, é mais do que normal ficar inseguro quando se está passando por uma primeira gestação. A melhor maneira de evitar o desespero é mesmo com muita informação verdadeiramente especializada. Desde o anúncio da gravidez, os pais são bombardeados com informações e conselhos, muitos falsos, e algumas histórias tenebrosas. Procure sempre buscar referências confiáveis quando estiver em dúvida.

“As informações possuem duas facetas: a falta dela pode trazer insegurança pelo desconhecido e o excesso também pode causar o medo pelas divergências que são encontradas, os pais ficam confusos porque não sabem muitas vezes no que acreditar”, completa a Dra. Katia.

Receios e paranoias atingem quase todos os pais. Mesmo que eles sejam mais do que esclarecidos, certos assuntos apenas se podem aprender através da experiência. Para aliviar e não deixar que os medos dominem sua vida, confira uma lista com alguns dos medos mais frequentes entre pais de primeira viagem:

Foto: Getty Images

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1. Serei capaz de criar e educar um bebê?

Este é um medo muito comum e geralmente já surge junto com a notícia da gravidez. A psicóloga Katia Aparecida considera que as quarenta semanas de desenvolvimento do bebê na barriga da mãe é justamente um tempo ideal para que os pais, e principalmente a mãe, se preparem para receber o bebê.

“Conversar sobre os sentimentos e fantasias em relação à nova fase que estão vivendo poderá ajudar o casal a desenvolver recursos internos para lidar com este medo. Apenas na vivência do cotidiano é que os pais se desenvolvem em seus novos papéis e vão aprender a educar seu filho. É necessário que aprendam a se livrar da culpa, porque ninguém é perfeito e os pais terão suas falhas, mas poderão aprender a partir delas”, explica.

2. Medo da criança não estar bem alimentada

Amamentar não é uma coisa assim tão fácil para todas as mulheres. Enquanto algumas conseguem na primeira tentativa, é muito comum também que ocorram alguns problemas para a amamentação pegar de jeito. Funcionando bem ou não, é quase impossível que os pais não se preocupem com a alimentação dos filhos. As mamadas são medidas por tempo, o que não possibilita ter certeza da quantidade ingerida. Mesmo quando o bebê se alimenta de complementos, o receio de se a nutrição é suficiente permanece.

A indicação mais comum é que o bebê visite o pediatra regulamente pelo menos nos primeiros seis meses. Essas consultas servirão para medir o crescimento do bebê e também para orientar os pais quanto à melhor maneira de alimentar a criança. Além disso, não acredite se alguém disser que seu leite é fraco. Nenhum leite é fraco, apenas será importante verificar a rotina das mamadas para ver se estão satisfatórias.

3. Medo do parto

Todos os casais e principalmente a mulher temem o parto. Implica numa escolha e envolve o nascimento e a morte. A morte da filha que se torna mãe, e dois nascimentos: o do bebê e o da mãe. É um marco de uma série de mudanças na vida da mulher. É o momento mais intenso e transformador na sua vida, um medo de morrer, da perda do bebê, da vida como era, do eu e também do ganho de um filho e da nova vida que virá com ele. É uma experiência única, milhares de pensamentos, fantasias e sentimentos ao mesmo tempo.

De acordo com Katia, é necessário que a mulher também possa se preparar para o parto através da busca de informações, grupos e cursos para gestantes, psicoterapia ou ainda um pré-natal psicológico. “Se a mulher estiver munida de conhecimento de todo o ciclo gravídico-puerperal tudo poderá ser mais fácil, e ainda assim não podemos afirmar que não terá nenhum medo, mas com certeza saberá lidar com ele”.

4. Medo de não conseguir amamentar

“Este medo também pode ser trabalhado a partir da busca de informações, cursos e grupos de gestantes. É importante que a mulher realize uma escolha consciente de amamentar e não apenas por que acredita ser importante ao filho. A amamentação vai exigir paciência, persistência, dedicação e tempo, por isso a mãe deve estar disposta, não é instantânea como pode parecer, é um aprendizado”, comenta a psicóloga Katia Aparecida.

5. Medo de o bebê passar mal e eu não acordar durante a noite

Em especial quando os pais são de primeira viagem, o medo de que o bebê passe mal ou morra de repente é mais do que comum. Toda grávida ouviu falar da Síndrome da Morte Súbita e teme que seu bebê possa ser atingido. Esse medo é o que faz com que os pais se preocupem em toda hora checar para ver se o bebê está respirando. Quem nunca passou por isso ou ouviu essa história?

O medo é comum devido à insegurança característica que acompanha os recentes pais durante os primeiros meses do bebê. A melhor maneira de se tranquilizar quanto a isso é conversando com o pediatra e tirando todas as suas dúvidas, por mais que pareçam insignificantes. Apesar de não se saber exatamente as causas, alguns cuidados têm diminuído radicalmente o número de mortes súbitas, como colocar o bebê para dormir de barriga pra cima, evitar fumaça ou cobertores que possam causar perigo de sufocamento. Consulte o pediatra.

Como os pais podem fazer para tentar se acalmar diante desses medos?

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A indicação é da psicóloga Katia Aparecida, da Gerando Saúde: “Acredito que o autoconhecimento faz toda a diferença. Buscar informações é sempre muito importante, mas também é necessário um filtro, o que funciona para um, não necessariamente funcionará para outra pessoa. Sempre que o medo foge do controle do indivíduo ou quando prejudica algum aspecto da sua vida é importante procurar uma ajuda profissional, neste caso um psicólogo”.

Manter o pré-natal em dia e estar acompanhado de bons profissionais, não só durante a gestação mas também nos primeiros anos do bebê, é a peça chave para que o período seja o mais tranquilo possível. A união e a compreensão familiar também são fatores muito importantes para que a insegurança seja cada vez menor.

Procure não alimentar alguns medos que não apresentem indícios, mas mantendo, é claro, a atenção ao seu bebê. Se tudo estiver acontecendo normalmente, não haverá por que perder esses momentos tão significativos com receios infundados. A informação será sua melhor aliada.

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