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12 lições que podemos aprender com vídeos de mulheres incríveis

Assista vídeos nos quais mulheres do Brasil contam seus relatos e discutem sobre autoestima, aceitação, relacionamentos e desconstrução de tabus

em 25/05/2015

Foto: Getty Images

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Muitas vezes para superar um problema podemos contar com a ajuda de amigas, que podem ter passado pela mesma situação e nos contam relatos de situações similares. Ouvir relatos e saber que alguém também já passou por aquilo nos ajuda justamente por terem a mesma vivência e, portanto, poderem ter maior empatia pela causa ou também alguma lição para sair da tal situação.

Os vídeos de blogueiras e vloggers, conhecidos como vlogs, fazem sucesso justamente por essa linguagem amigável, como se fosse um bate-papo entre amigas. Muitas mulheres que são popularmente conhecidas nesse meio o usam para contar relatos de problemas vividos e assim aconselhar pessoas que possam estar na mesma situação.

A assessora de qualidade de vida e bem estar e criadora do blog Conquiste Qualidade de Vida, Dinioly Maldonado, juntamente com a psicóloga Sueli Maciel, atuante e sócia fundadora da Transformare Piscicologia, contam que vlogs desse tipo podem nos passar diversas lições e podem ser o pontapé inicial para resolver um problema ou sair de uma situação que esteja fazendo mal: “Ainda que apresentados dessa maneira informal, conteúdos bem argumentados, com ideias articuladas, e especialmente com prova (exemplos de casos ou próprios, que tragam verdade para o dito), podem sim serem capazes de envolver e convencer a audiência com leveza e descontração”.

Os vídeos abaixo tratam de assuntos como aceitação do corpo, autoestima, relacionamentos e desconstrução de tabus, com o objetivo de causar reflexão, mas sempre com uma linguagem leve e de fácil entendimento, característica desse tipo de comunicação. Confira 12 lições que podemos aprender com essas mulheres incríveis:

1. JoutJout sobre relacionamentos abusivos

Identificar que você está num relacionamento abusivo pode ser muito difícil. Nesse vídeo a vlogger JoutJout, com muito bom humor, lista características que fazem parte de relacionamentos abusivos, buscando ajudar na identificação do abuso.

O vídeo também contribuiu para uma campanha online contra abusos em relacionamentos, com o mesmo nome do vídeo: não tira o batom vermelho. A campanha apresentava fotos de mulheres usando batom vermelho com a hashtag #nãotiraobatomvermelho.

2. JoutJout sobre masturbação

A masturbação ainda é um grande tabu para muitas mulheres. Buscando retirar o tabu do ato, JoutJout lista vários motivos para as mulheres se masturbarem. A vlogger começa falando sobre a relação entre a masturbação e o autoconhecimento do corpo feminino. Afinal, quem conhece o próprio corpo pode aproveitar muito mais o prazer quando compartilhado com outra pessoa. Solução para cólicas e insônia também são listados por JoutJout, sempre com leveza e muito bom humor.

3. JoutJout sobre expectativas

Nesse vídeo, JoutJout de maneira didática, explica que lidar com as expectativas alheias sobre sua vida pode causar muitas frustrações. Só quem sabe o que vai te fazer feliz é você e tentar encaixar-se em padrões de felicidade estabelecidos por outras pessoas só causará frustração. Muitas vezes as pessoas que te amam, como a sua família, namorado ou amigos, podem achar que sabem o que é melhor para você, mas JoutJout ressalta que cada um tem seu próprio padrão de felicidade e só a própria pessoa saberá o que realmente a fará feliz.

4. Ju Romano sobre autoestima

Problemas de autoestima afetam muitas mulheres. Ju Romano explica nesse vídeo, que o problema com a autoestima acontece quando a pessoa passa a enxergar apenas características que considera como defeitos em si mesma, assim, não conseguindo enxergar qualidades. A vlogger dá dicas de como superar esses problemas, contando sua própria vivência com problemas de autoestima e como superou.

5. Niina Secrets sobre gordura x beleza

Nesse vídeo a blogueira Niina Secrets abre um debate sobre os padrões de beleza impostos pela sociedade, tais como a relação entre ser gorda e ser bonita, ser gorda e trabalhar com sua imagem em um blog de moda e beleza, entre outros. A gordofobia ainda é uma realidade e pode causar muitos problemas de autoestima.

A mensagem da vlogger é tentar não se importar com as críticas, pois elas sempre existirão e que toda mulher é maravilhosa do jeito que é, independente de suas características físicas. O trecho em que ela faz a discussão está a partir dos 03:30 minutos.

6. Kéfera Buchmann sobre aceitação do corpo

A vlogger conta sua vivência com distúrbios alimentares nesse vídeo e dá dicas para quem está com problemas de autoestima relacionados ao corpo. A mensagem do vídeo é que seguir padrões de beleza estabelecidos pela mídia pode levar a distúrbios alimentares, problemas de autoestima, frustrações e outros.

A dica da vlogger é aceitar o seu corpo e ser muito feliz do jeito que você é. A vlogger ressalta também, que ninguém tem culpa de estar passando por problemas de autoestima e que pode ser necessária ajuda de especialista para ajudar a superar o problema.

7. Andreza e Thaís sobre aceitação do cabelo crespo ou cacheado

Aceitar o cabelo crespo ou cacheado pode ser difícil, já que nos padrões de beleza está implícito o conceito de que cabelo bonito é o liso ou o ondulado artificialmente. Nesse vídeo, as vloggers Andreza e Thaís desconstroem o termo cabelo ruim, que é muitas vezes usado para designar cabelos cacheados e crespos.

A lição do vídeo é que não existe cabelo ruim e que toda textura é linda. As vloggers também dão dicas para quem tem cabelo crespo ou cacheado alisado e quer voltar a ter a textura natural.

8. Flavia Calina sobre infertilidade

Nesse vídeo a vlogger abre um debate sobre o que dizer e o que não dizer para um casal infértil. Flavia ressalta que muitas vezes as pessoas próximas e queridas dizem coisas com boas intenções e querendo apenas ajudar, mas algumas coisas podem acabar causando o efeito contrário e soando pejorativas para o casal ou pessoa em questão.

A maior dica de Flavia é que a pessoa próxima do casal ou pessoa com problema de fertilidade é estar por perto e principalmente ouvir muito os possíveis desabafos que virão. Na dúvida do que falar, apenas faça o papel de ouvinte e não sugira procedimentos, pois certamente as pessoas nessa situação já os conhecem e sabem se os tais procedimentos são viáveis ou não.

9. Ju sobre o que não dizer a uma gestante

Fazer perguntas para gestantes pode ser muito comum, principalmente quando é uma mulher próxima, porém é preciso ter cuidado. A dica de Ju é não fazer perguntas invasivas ou que possam causar constrangimento na gestante, como perguntar quantos quilos ela já engordou. Contatos como acariciar a barriga da gestante também podem soar como um ato invasivo. Na dúvida, pense se aquela pergunta seria apropriada de ser recebida, se não, guarde-a para você.

10. Julia Jolie sobre mulheres na programação

A área da programação, e de exatas em geral, ainda é predominantemente dominada por homens. Ser minoria em uma área pode ser desestimulador, mas precisamos lembrar que nada é específico para homens e que mulheres podem e devem ser incluídas cada vez mais na área da programação, se esse for o desejo.

No vídeo Julia Jolie entrevista a programadora Camila Achutti, que dá dicas para mulheres que sonham em trabalhar com programação, estimulando todas a seguirem seus sonhos. Camila é idealizadora do site Mulheres na Computação, que busca incentivar mulheres a seguirem carreiras na área da tecnologia.

11. Clara Averbuck sobre rivalidade feminina

A rivalidade feminina pode acontecer em diversos espaços como no trabalho, na faculdade ou até mesmo na amizade. Muitas vezes pode ser imperceptível, mas é muito prejudicial e acaba afastando a possibilidade de conhecer novas mulheres e com isso a possibilidade de novas amizades incríveis.

Clara Averbuck aborda no vídeo lições que aprendeu ao decorrer dos anos, numa conversa com ela mesma. A busca por aprovação masculina também é citada no vídeo e a lição de Clara é que todas as mulheres façam coisas por elas mesmas e não buscando aprovação. Clara é uma das idealizadoras do site Lugar de Mulher, que discute diversos temas sempre pelo olhar do feminismo. Vale a pena conferir.

12. Maysoon Zayid sobre viver com uma deficiência

Maysoon Zayid é uma comediante americana com descendência árabe e possui paralisia cerebral devido a um erro médico durante seu parto. Maysoon inicia o vídeo dizendo que não é uma pessoa inspiradora e que a deficiência é apenas um de seus vários problemas. Com muito bom humor, a comediante conta detalhes da sua vida desde a infância até a vida adulta.

O vídeo aborda, além do tema deficiência, o preconceito com pessoas árabes, buscando desconstruí-lo. Maysoon lembra que as pessoas deficientes são a maior minoria e a menos representada na área do entretenimento. A proposta da comediante é que haja mais deficientes representados nas mídias, para que assim a visão negativa seja combatida.

Sabemos que a desconstrução de tabus e conceitos enraizados na sociedade não ocorre da noite para o dia, portanto deve ser um exercício diário. Dinioly e Sueli explicam que os tabus são formados por diversos fatores, portanto não dependem apenas do sujeito “quando falamos em desconstruir tabus, estamos tratando de algo muito complexo com raízes que envolvem cultura, sociedade, valores familiares e o próprio reconhecimento do sujeito de suas questões pessoais”.

Não se culpe se você ainda não ama totalmente alguma característica do seu corpo, ou se ainda tem certos tabus. Com paciência e calma é possível mudar tudo isso. Os vídeos podem servir como fontes de argumentos, informação e ser parte primordial do processo de desconstrução. “Porém, a ajuda de um profissional especializado é fundamental para tratar as questões emocionais de maneira mais profunda e duradoura”, finaliza Sueli.

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