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Estar preparado psicologicamente para a cirurgia plástica é fundamental

Estabilidade emocional é necessária para que a cirurgia não tenha o efeito contrário

em 11/09/2012

Foto: Thinkstock

A cirurgia plástica sempre esteve associada à psicologia. Iniciou como cirurgia reparadora, havendo relatos de casos de reconstrução nasal datados da idade média. Foi introduzida no Brasil pelo Dr. Antonio Prudente, no final da década de 30.

A busca da reparação de deformidades congênitas ou adquiridas visava a restauração da função afetada, assim como minimizar as importantes conseqüências psicológicas no campo pessoal, afetivo e profissional.

Com o aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas e anestésicas, a cirurgia plástica passou também a visar o aprimoramento estético, justificado pela crescente busca da autoestima.

Hoje, devido à grande segurança e padronização de tais técnicas, popularizou-se a cirurgia plástica, deixando de ser um tabu para passar a ser mais um item no arsenal estético.

Porém, a massificação da mídia e imposição do padrão de beleza vigente tem também trazido distorções psicológicas.

Há pacientes eternamente insatisfeitos consigo mesmos e que projetam na cirurgia plástica a resolução dos seus problemas. Evidentemente serão sempre insatisfeitos com os resultados obtidos, por melhores que sejam, pois a cirurgia não resolverá as mazelas pessoais, familiares e profissionais.

Existem outros que apresentam distorções de autoimagem, sempre buscando correção de defeitos inexistentes. Logicamente também nunca ficarão satisfeitos com a cirurgia, pois o foco mudará assim que esta terminar e encontrarão novo defeito.

Outro tipo de distorção psicológica encontrado nos consultórios é exemplificado por pacientes que querem alterar a fisionomia para se parecerem com celebridades. Caso tais alterações sejam tentadas, haverá uma frustração por não ficar igual ao seu ídolo além de poder passar a apresentar problemas de não reconhecimento da autoimagem.

Uma importante particularidade da cirurgia plástica estética, e que, ao meu ver, é uma grande vantagem em relação aos outros campos da medicina, é que não há necessidade nem urgência em fazê-la. Isso permite que ela seja realizada apenas no momento ideal, quando o paciente estiver pronto nos planos físico e psicológico.

O papel do cirurgião é buscar no arsenal técnico formas de obter melhorias que visem o rejuvenescimento e a correção de distorções estéticas, porém sem alterar as características étnicas e fisionômicas, visando sempre a naturalidade dos resultados.

A conversa com o paciente deve ser clara, direta e franca, não deixando dúvidas quanto aos resultados possíveis e limitações técnicas. Nos casos de se deparar com pacientes instáveis emocionalmente, deve encaminhar para acompanhamento psicológico e postergar a cirurgia.

Sendo assim, a cirurgia plástica é um procedimento seguro e com alto índice de satisfação entre pacientes e médicos. Porém, o Especialista sabe que tão importante como saber quem, como e quando operar é saber quem NÃO operar, caso contrário ambos ficarão insatisfeitos.

Andre Colaneri

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Cirurgia Plástica

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