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Envelhecimento da pele: como frear e amenizar os efeitos do tempo

Entenda o que acontece com a pele ao longo dos anos e como adiar os primeiros sinais do envelhecimento mudando seus hábitos

em 17/05/2011

O tempo passa para todo mundo, infelizmente isso é fato. E a pele (igualzinho os demais órgãos do corpo), sofre alterações e envelhece. A perda de elasticidade e do brilho natural, algumas rugas e flacidez são os sinais mais característicos. Mas não é só o tempo que faz com que essas mudanças aconteçam.

Passar por muito estresse, ter hábitos ruins como o cigarro e o excesso de bebidas e, principalmente, abusar do sol influenciam e aceleram o envelhecimento da pele, fazendo com que o aspecto dela seja alterado mais cedo, com o surgimento de manchas, casquinhas, toque de aspereza e mais rugas do que o normal.

Apesar de não podermos fazer o tempo estacionar, alguns cuidados deixam a pele mais jovem. Entenda mais e saiba o que fazer parar adiar esse problema.

O que acontece com a pele?

A pele possui três camadas: a epiderme (mais externa), a derme (que sustenta a epiderme e é composta de colágeno, queratina e outras fibras) e a hipoderme (que é um tecido adiposo e funciona como reservatório de energia, ajuda a fixar os demais órgãos e também é um isolante térmico).

Na epiderme, com o passar do tempo, as células começam a descamar e, como os hormônios perdem a força e vão deixando de ser fabricados, a pele começa a se mostrar bem mais ressecada. Já a derme passa a apresentar uma diminuição da quantidade e da qualidade do gel coloidal, ou seja, ela não consegue mais água e produzir fibras de colágeno e elastina, que sustentam e dão o ar jovem à pele.

A hipoderme tende a diminuir, ficando mais fina e vulnerável. Com isso, a manutenção da firmeza e da elasticidade da pele fica fragilizada. Os vasos sanguíneos vão perdendo a capacidade de eliminar as toxinas do organismo e também de nutrir e oxigenar as células da epiderme. Moral da história: a renovação celular, que é tão simples nos jovens, fica seriamente prejudicada.

De década em década

Quando se é adolescente, um dos primeiros sinais de envelhecimento da pele é o surgimento da acne. Depois dos 20 anos, aparecem marcas de expressão bem finas, principalmente ao redor dos olhos e da boca.

Ao alcançar os 30, você começa a ter as primeiras rugas, uma vez que as fibras de elastina sofrem alterações e, com isso, acontece a diminuição da densidade cutânea, com a perda de firmeza e elasticidade, afetando todo o contorno do rosto. A renovação celular e a hidratação natural da pele começam a diminuir também, mas de forma lenta.

Entre os 40 e 50 anos, as fibras de colágeno e elastina não são produzidas como antes e as fibras se desorganizam, deixando a renovação celular irregular e fazendo com que a pele perda cada vez mais a hidratação. A queda natural na produção de hormônios traz ainda mais prejuízo, como a perda de densidade, firmeza e elasticidade.

Após os 60 anos, as rugas já aparecem claramente, a perda da elasticidade e da firmeza é notada de forma óbvia e ela se torna muito mais fina e desidratada. A contínua diminuição das taxas hormonais impossibilita a recuperação natural da pele. Nesse período, mais do que nunca, é necessário tratar com os produtos apropriados para que não descame e não fique tão seca.

O perigo que vem do sol

O envelhecimento da pele causado pela exposição incorreta à luz solar chama-se fotoenvelhecimento. A partir dos 30 anos, as células que colorem a superfície da pele (melanócitos) diminuem um pouco mais a cada ano. Com isso, essas células ficam mais coradas (formando aquelas pintas escuras). Os raios solares nocivos aumentam o número dessas células de maneira errada, causando as manchas senis, outro sinal do envelhecimento cutâneo.

A pele que sofreu muita exposição inadequada ao sol vai apresentar, com o tempo, perda da elasticidade, rugas, manchas escuras ou claras e alterações da superfície, podendo se tornar áspera, além de descamar com mais frequência. Já a pele envelhecida em decorrência apenas do tempo tem uma aparência mais fina e com pouca elasticidade, mas sem tantas manchas.

Para brecar o efeito do tempo

Alguns fatores são inimigos número um da pele, como o fumo e o excesso de bebidas alcoólicas. Fumantes tem rugas profundas ao redor dos olhos, da boca e nas bochechas. Na pele do fumante, a fase das ruguinhas quase nunca existe. Os primeiros sinais já são vincos grossos. Já o excesso de álcool faz com que o organismo libere mais radicais livres, que são oxidantes e aceleram o envelhecimento.

Além disso, tomar sol em horário inadequado (das 10 às 16 horas) sem protetor solar também causa danos. O sol tem efeito cumulativo, ou seja, na hora em que você abusa, a consequência é uma vermelhidão seguida de descamação, mas, depois dos 30 anos, como você já viu, as rugas e manchas aumentam. Não fumar, usar protetor solar desde cedo e adequado à sua pele são hábitos que só deixam sua pele mais jovem.

A alimentação também é um ponto forte. É preciso ter à mesa muitas saladas, frutas e alimentos ricos em fibra, além de beber bastante água e comer alimentos antioxidantes (cenoura, chá verde, frutas cítricas, linhaça, suco de uva integral são alguns exemplos), que combatem os chamados radicais livres, que são produzidos naturalmente pela respiração e afetam negativamente o organismo, levando ao envelhecimento precoce.

Além disso, após os 20 e 25 anos, vale a pena pedir ao seu dermatologista que lhe indique um creme ou gel antirrugas.

Para tratar o efeito do tempo

Peelings e outros tratamentos à base de ácidos costumam ser os mais indicados, mas a medicina evolui sem parar: muitos princípios ativos vêm sendo empregados para diminuir os efeitos do tempo na pele. As vitaminas antioxidantes, como a vitamina C e a vitamina E, são benéficas tanto por via sistêmica como tópica e, além do efeito antioxidante, apresentam ação fotoprotetora discreta, que, somada aos benefícios dos filtros solares, melhora também a formação de colágenos.

Por isso, converse com seu dermatologista. Ele vai lhe indicar o melhor tratamento para que você não passe fugindo do espelho, combinado?

Daniela Hueb

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Dermatologia

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