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Entenda o que é a miniabdominoplastia e como ela funciona

A técnica não se trata de uma versão menor ou menos complicada da abdominoplastia clássica

em 30/07/2013

Foto: Thinkstock

Geralmente vista pelos pacientes como uma cirurgia para correção da flacidez do abdômen com cicatriz reduzida e com recuperação mais fácil, a miniabdominoplastia tem diferenças marcantes quando comparada à abdominoplastia clássica. Não é uma abdominoplastia de porte menor. É uma cirurgia menor sim, mas com indicação para pacientes diferentes dos da abdominoplastia clássica.

Como assim? Vamos ver: É comum durante a gravidez, devido à distensão do abdômen, haver um laceamento da pele, separação da musculatura e consequente flacidez abdominal. Porém o grau depende do quanto se engorda, do tamanho da distensão do abdômen e da genética da paciente.

Para quem é indicada a miniabdominoplastia?

Pacientes com pele clara, fina, com facilidade de ter estrias, têm maior propensão a um flacidez mais acentuada. Pacientes de pele grossa, firme, geralmente sofrem menos. Porém, o fator mais importante na geração da flacidez é o tamanho da distensão do abdômen, o que é diretamente relacionado com o ganho de peso na gestação.

Pacientes que engordam até 8 Kg, dificilmente têm uma flacidez grande, a pele sofre pouco, o músculo fica laceado apenas abaixo do umbigo (na maioria dos casos). As estrias são pouco frequentes.

Pacientes que engordam em torno de 15 Kg, comumente têm flacidez de pele moderada, musculatura com afastamento até a parte superior do abdômen, estrias frequentes.

Nos casos de ganho de peso acima de 20 kg, uma flacidez grande é quase uma regra, apresentando músculos bem afastados, estrias abundantes e muitas vezes grandes dobras de pele ao se sentar.

Vale a pena lembrar, que em uma gestação saudável não é necessário ganhar mais peso do que 8 Kg (bebê = 3,5 Kg; placenta 0,5 Kg, líquido amniótico 1,5L, inchaço 2 Kg = Total 7,5 Kg). Todo o ganho acima disso é gordura desnecessária e prejudicial.

Entenda os detalhes e diferenças da miniabdominoplastia

Diferentemente da abdominoplastia clássica que retira muita pele (geralmente entre a cesárea e o umbigo), amarra a musculatura até a parte superior do abdômen (próximo às mamas), remodela o umbigo e trata a flacidez moderada a acentuada; a mini abdominoplastia é indicada apenas para casos de flacidez leve.

A miniabdominoplastia retira pouca pele (em torno de 3 cm, por isso a cicatriz é menor, ficando entre o tamanho de uma cesárea e da abdominoplastia clássica). A parte da musculatura amarrada é apenas a abaixo do umbigo. O umbigo não é remodelado como na abdominoplastia. Logo, para ter indicação de miniabdominoplastia, a paciente deve ter pouca pele em excesso, pouca flacidez muscular (apenas abaixo do umbigo). São geralmente pacientes magras e que se mantiveram magras na gestação, tendo engordado próximo dos 8 kg durante a gravidez.

A cirurgia é realizada com anestesia peridural ou raqui, dura em torno de 2 horas. O retorno ao trabalho pode ser em uma semana, evitando esforços e exercícios por 45 dias, tempo em que se usa cinta compressiva. Dirigir é permitido apos 14 dias. Drenagem linfática e ultrassom são indicados após 5 dias. A dor não costuma ser forte, sendo comum apenas um desconforto controlado por medicamentos comuns. O risco cirúrgico é menor que o de uma cesárea.

Andre Colaneri

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Cirurgia Plástica

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