Doenças do colo do útero

Tudo o que você precisa saber sobre as causas, medidas de prevenção e formas de tratamento para feridas no colo do útero e cervicite

Por Deborah Busko
Atualizado em 07/06/2013 15:13

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O câncer do colo do útero corresponde ao segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo. A doença tem crescimento lento e silencioso e muitas mulheres não apresentam sintomas nem desconfiam do problema.

É importante se submeter a exames preventivos no mínimo uma vez por ano, pois se for diagnosticado na fase inicial, o câncer tem tratamento. Os exames também servem para detectar outras doenças do colo do útero, como feridas e a cervicite.

Feridas no colo do útero

Embora o problema seja popularmente conhecido como ferida no colo do útero, não se trata de uma lesão.

É um trecho do colo do útero que se vira para fora e deixa o tecido do canal cervical exposto. Como o tecido é avermelhado, o aspecto é de um ferimento, daí o nome.

A mulher não “pega” as feridas no útero, elas são uma consequência das alterações hormonais que ocorrem em idade fértil e uma causa frequente para que isto ocorra é o uso do anticoncepcional.

O tecido do canal cervical é sensível aos germes existentes na cavidade vaginal e se permanecer exposto, podem ocorrer sangramentos do local, principalmente após o ato sexual.

A solução é suspender o uso dos contraceptivos hormonais (pílula e adesivo), optar por outro método e fazer uso de antibióticos vaginais em forma de creme. Após o tratamento da infecção, a cauterização do colo do útero é a opção mais indicada para acabar com as feridinhas.

Os métodos mais comuns são a criocauterização (cauterização do colo uterino a frio que utiliza gás carbônico), eletrocauterização, cauterização de alta frequência e laser. Todos são feitos em consultório médico e são praticamente indolores.

Cervicite

A cervicite é uma irritação no colo do útero que pode ter origem congênita, hormonal (associada à gravidez e ao uso de anticoncepcionais orais) ou ser provocada por infecções bacterianas. Essas infecções são causadas pelas bactérias naturais da flora vaginal ou por bactérias transmitidas através da relação sexual sem proteção.

Menos frequentemente, a cervicite é causada por sensibilidade a determinados produtos químicos, incluindo o látex das camisinhas, os espermicidas e tampões vaginais. Existem também cervicites crônicas, que aparecem depois do parto.

Mais da metade das mulheres com cervicite não sentem absolutamente nada, só a minoria apresenta sintomas como corrimento vaginal, dor intensa no baixo ventre, desconforto e sangramento durante a relação sexual.

O diagnóstico nem sempre é fácil, mas se o exame ginecológico mostrar indícios da presença das bactérias causadoras da infecção, é necessário iniciar o tratamento da cervicite com antibióticos mesmo sem apresentar nenhum sintoma.