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Pegan: a junção das dietas Paleo e Vegan

Na dieta é permitido o consumo de apenas três grupos de alimentos: legumes, frutas e vegetais, por isso, nunca deve ser feita sem orientação do nutricionista

em 19/02/2015

Foto: Thinkstock

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Quando o assunto é nutrição, novidades surgem o tempo todo. Você provavelmente já ouviu falar, por exemplo, da dieta sem glúten, dieta da proteína, entre outras que prometem resultados mais rápidos do que a “fórmula tradicional” (aliar alimentação equilibrada e atividade física).

Neste contexto, de uns tempos para cá, uma nova dieta se destacou. A chamada dieta Paleo (paleolítica) ou ainda, “dieta das cavernas”, que prevê, de forma resumida, o consumo de alimentos que nossos ancestrais comiam: carne, peixe, ovos, verduras e frutas.

Outra dieta conhecida é a Vegan, que hoje tem muitos adeptos, pelos mais variados motivos. Ela consiste no consumo de legumes, frutas, cereais, castanhas e proíbe qualquer alimento proveniente do animal.

O que essas duas dietas têm em comum? O fato de incentivarem uma alimentação mais natural, com alimentos “de verdade”, excluindo ingredientes industrializados, carboidratos refinados, aditivos. E foi assim que surgiu a união entre elas, originando a dieta Pegan – ainda pouco conhecida no Brasil, mas já com uma quantidade significativa de adeptos nos Estados Unidos, por exemplo.

Nunca ouviu falar sobre dieta Pegan?! Está interessada em saber qual é o resultado da união da dieta Vegan com a Paleo? Você confere todas as informações abaixo.

9 princípios da dieta Pegan

Talitta Maciel, nutricionista do Espaço Reeducação Alimentar, ressalta que Pegan é a junção das dietas Paleolítica e Vegana, “onde se leva em consideração uma alimentação mais natural e primitiva, excluindo alimentos industrializados e processados, consumindo produtos da natureza, como as frutas, vegetais e legumes”.

A profissional fala sobre os princípios que surgiram com a junção das duas dietas, destacando o que é permitido e o que é proibido na dieta Pegan:

  1. De acordo com os princípios da dieta Vegan, não se pode comer nada de origem animal: carnes, peixes, laticínios, ovos, mel, ou qualquer outro ingrediente de origem animal.
  2. De acordo com os princípios da dieta Paleolítica, evita-se o consumo de alimentos industrializados e carboidratos simples. O enfoque é em frutas e raízes.
  3. Na Pegan, assim, remove-se os frutos do mar (permitidos na dieta Paleo).
  4. Na Pegan, ficam três grupos de alimentos: legumes, frutas e vegetais.
  5. Frutas são fundamentais na dieta Pegan, pois fornecem nutrientes, vitaminas do complexo B, vitamina A e C, fibras e minerais como fósforo, potássio, magnésio. “Laranja, maçã, morango, manga, melancia, melão, framboesas, romã são ótimas opções para quem segue a dieta Pegan”, diz Talitta.
  6. Os vegetais e legumes são essenciais, pois são ricos em vitaminas e minerais, vitaminas do complexo B, minerais como cálcio, magnésio, fósforo, potássio, fibras. “Legumes também fornecem as proteínas, pois nessa dieta não há consumo de fontes de proteína animal. Por isso, grão de bico, brócolis, couve, couve-flor, feijão verde, ervilhas, espinafre, nabo são excelentes opções para a dieta Pegan”, diz a nutricionista.
  7. Sementes e frutas secas também são permitidas. São ricas em magnésio, triptofano e vitaminas.
  8. Carnes de porco, peixe, aves e carne de caça – que são alimentos básicos da dieta Paleo – são excluídas na dieta Pegan.
  9. Pães , massas, produtos industrializados, batatas – que são utilizadas comumente em dietas Veganas – são excluídas na Pegan.

É possível adotar a dieta Pegan de forma segura?

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Talitta destaca que esta é uma dieta que impõe muitas restrições. “Só deve ser seguida após consulta com um nutricionista, que irá avaliar as condições para se seguir a dieta Pegan”, diz.

A nutricionista acrescenta que fazer essa dieta sem orientação pode ser muito perigoso. “Podem faltar nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais, e a pessoa entrar num quadro de desnutrição”, explica.

Cátia Medeiros, nutricionista da clínica Atual Nutrição, ressalta que se trata de uma dieta extremamente perigosa, principalmente se for realizada sem supervisão constante. “Adotá-la sem um acompanhamento específico, feito por um nutricionista profissional, pode acarretar sérias carências nutricionais. Pelo fato de ser composta por frutas, legumes e também grãos, pode parecer bastante saudável… Mas esses alimentos, apesar de saudáveis, deixam o consumo de gordura que nosso corpo necessita extremamente limitado”, alerta.

Para quem a dieta Pegan é indicada?

Talitta explica que a dieta Pegan é indicada para pessoas que buscam uma alimentação mais natural e que desejam deixar de comer produtos de origem animal. “Mas, vale lembrar que não é uma dieta fácil de ser seguida devido a todas as restrições impostas”, comenta. “Quem desejar seguir este estilo de vida deve estar disposto a enfrentar grandes mudanças”, comenta.

Por fim, ressalta a nutricionista Talitta, é fundamental que a dieta Pegan seja feita somente e sempre com orientação de um nutricionista, para que não falte nenhum nutriente necessário para manter a saúde.

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