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Conheça a dieta do GH, coadjuvante no emagrecimento e hipertrofia muscular

Auxiliar na queima de gordura e aumento da massa muscular, o GH é o hormônio conhecido como "fonte da juventude"

em 05/10/2016

Foto: Getty Images

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Desejando perder peso e obter músculos mais definidos? Então estimular o hormônio do crescimento mesmo depois de adulta pode ser a opção ideal para você. Este possui ação coadjuvante na queima de gordura e conservação da massa magra, os nossos músculos.

Também conhecido como somatotropina, o GH (growth hormone), o hormônio do crescimento, é produzido pela glândula hipófise, situada na base do crânio, e é responsável pelo estirão de crescimento natural na fase da adolescência.

De acordo com Camila Coimbra Mello, nutricionista do Hospital Sepaco, este hormônio age durante a fase de crescimento, e sob sua ação, quase todas as células aumentam em volume e em número, “propiciando um crescimento dos tecidos, dos órgãos e, consequentemente, o crescimento corporal”, revela.

Grande aliado no ganho de massa magra, além da prática de exercícios regulares, consumir alimentos precursores de GH têm se tornado moda dentre os frequentadores de academia. Outro motivo é que a produção natural do GH cai conforme a idade aumenta, sendo ideal um estímulo para que este continue cumprindo seu bom papel.

Benefícios do GH para o organismo

Foto: Getty Images

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Considerado por muitos como uma “fonte da juventude”, este hormônio possui inúmeras ações em nosso organismo. Confira alguns dos benefícios do GH e comprove a importância deste hormônio na manutenção de um corpo saudável:

  • Ajuda na recuperação e hipertrofia muscular: como este hormônio ajuda a promover a síntese de proteínas, ele é fundamental para a recuperação e o aumento da massa muscular, especialmente após uma sequência de exercícios.
  • Aumenta na queima de gorduras: ele ainda auxilia no metabolismo de gorduras, transformando-as em energia para o corpo e, consequentemente, ajudando o corpo a queimar tecido adiposo com mais facilidade.
  • Melhora a qualidade do sono: quando mantido em níveis ideais, o GH pode melhorar a qualidade do sono, diminuindo o despertar durante a noite e aprimorando o sono profundo (conhecido como sono REM), período em que há um maior relaxamento do corpo.
  • Garante ossos mais fortes: este hormônio estimula as células de reabsorção do osso e formadoras de osso, conduzindo a um aumento da massa óssea, sendo um ótimo coadjuvante no combate à osteoporose.
  • Reduz o risco de doenças cardiovasculares: de acordo com pesquisas médicas, quando existe uma deficiência deste hormônio, o metabolismo das lipoproteínas é afetado, aumentando as chances de desenvolver uma doença cardiovascular.
  • Possibilita a melhora da disfunção erétil: outro estudo sugere que ele é um coadjuvante nesta disfunção que atinge muitos homens, já que a ereção peniana pode ser induzida pelo mesmo através da sua atividade estimulante sobre o músculo liso cavernoso.
  • Proporciona uma sensação de bem-estar: em um estudo, foi comprovado que a deficiência deste hormônio pode causar alterações na função cognitiva, humor e a concentração da linha de base, sendo este um boa opção para garantir a sensação de bem-estar.

Os benefícios citados acima demonstram a importância do GH e expõem que os efeitos causados pela diminuição da produção deste hormônio advinda do aumento da idade, tal a importância deste hormônio para o bom funcionamento do corpo.

A dieta do GH

Foto: Getty Images

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Recentemente, muito vem se falado sobre a dieta do GH e seus efeitos. A nutricionista explica que esta dieta funciona a partir da ingestão de alimentos ricos em gordura boa, antioxidantes, proteínas magras e fibras, os alimentos chamados precursores deste hormônio.

”A dieta tem como público alvo indivíduos acima do peso ou mesmo que desejam manter e apenas queimar gordura e indivíduos que desejam ganhar massa muscular”, orienta a profissional.

Segundo Camila, a dieta possui como base alimentos ricos em ômega 3, 6 e 9, como nozes, castanhas, e abacate, por exemplo, além de proteínas magras como carnes brancas, vermelhas e soja, assim como folhas verdes escuras, leites e seus derivados, desde com pouca gordura.

A nutricionista elaborou um cardápio com opções de refeições ricas alimentos precursores do GH, os quais irão estimular a produção e secreção naturalmente no organismo. Confira as opções, escolha a sua preferida e faça o teste:

Desjejum

  • Opção 1: 1 fatia média de abacate regada com fio de azeite e 1 fatia grossa de melão.
  • Opção 2: suco verde preparado com 1 folha de couve orgânica batida com 5 unidades de uvas (à gosto), ½ copo de água e gengibre ralado, 2 fatias de pão integral ou de grãos, 1 fatia de queijo de branco com 1 fatia de peito de peru light.
  • Opção 3: 4 unidades de biscoitos pequenos de arroz integral com queijo cottage e orégano, 1 copo de leite vegetal (de acordo com a referência) adoçado à gosto.

Lanche da manhã

  • Opção 1: uma porção contendo 2 pistaches, 1 castanha-do-pará e 1 ameixa seca.
  • Opção 2: uma porção com 4 castanhas do Pará.
  • Opção 3: uma porção contendo 3 amêndoas e 1 damasco.

Almoço

  • Opção 1: 1 prato (sobremesa) de salada de alface, 2 colheres (sopa) de abacate acompanhado de cenoura crua ralada, 2 colheres (sopa) de brócolis refogados, 3 colheres (sopa) de arroz integral, 1 concha pequena de feijão, 1 filé (cerca de 120 g) de carne magra grelhado acompanhados de 1/2 copo (120 ml) de suco de frutas vermelhas.
  • Opção 2: 1 prato (sobremesa) de salada de folhas verde-escuras (agrião, couve, etc.), 2 colheres (sopa) de grão de bico, 1/2 batata-doce média cozida, 1 sobrecoxa assada acompanhados de 1/2 copo (120 ml) de suco de laranja.
  • Opção 3: 1 prato (sobremesa) de salada de agrião, rúcula, rabanete, pepino, 1 pegador de macarrão integral com molho ao sugo, 3 almôndegas de soja assadas acompanhados de 1/2 copo (120 ml) de suco de abacaxi.

Lanche da tarde

  • Opção 1: 1 taça de salada de frutas acompanhada de 1 colher (sobremesa) de gojiberry e 1 colher (chá) de farelo de aveia.
  • Opção 2: 1 pote de iogurte natural desnatado com 1 colher (chá) de linhaça e chia trituradas.
  • Opção 3: 1 sanduíche preparado com 2 fatias de pão integral com 1 colher (sopa) de patê de manjericão e queijo (bata 2 fatias de queijo minas no processador com manjericão a gosto, 1 fio de azeite e 1 pitada de sal) acompanhado de 1 copo (200 ml) de água com limão (sem açúcar).

Jantar

  • Opção 1: 2 filés (cerca de 240 g) de frango grelhados com verduras e legumes (como abobrinha, couve-flor, brócolis) no vapor, temperados com sal e 1 colher (sobremesa) de azeite.
  • Opção 2: 1 prato (sobremesa) de salada de rúcula, pepino, tomate-cereja e 1 rodela média de abacate, acompanhados com 4 colheres (sopa) de quinoa refogada com carne moída e temperos à gosto.
  • Opção 3: 1 prato (sobremesa) de salada de alface, rúcula, agrião, 1/2 tomate, 2 colheres (sopa) de beterraba ralada e 1 colher (sobremesa) de amêndoas em lascas acompanhados com 1 pegador de espinafre refogado ao alho e 1 filé (cerca de 180 g) de peixe (saint peter ou pescada branca) grelhado com limão e ervas.

Em relação às restrições desta dieta, Camila explica que não existem contraindicações para a mesma, “desde que o indivíduo siga um plano alimentar com orientações estabelecidas por um profissional da área, de preferência um médico ou nutricionista e tenha um acompanhamento adequado e regular”.

Como a mesma se baseia em alimentos ricos em gorduras tidas como boas, não há problemas em segui-la desde que seu s exames estejam em dia e seu organismo esteja em condições normais. Vale reforçar que assim como qualquer dieta, o acompanhamento profissional se faz necessário e é indispensável.

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