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Conheça a nova dieta da proteína, com resultados motivadores e seguros

Ela é baseada no consumo de proteínas de alto valor biológico e exige suplementação vitamínica e mineral para manter o equilíbrio desses nutrientes no organismo

em 09/03/2015

Foto: Thinkstock

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Embora não seja segredo para ninguém que o emagrecimento é resultado da combinação de uma alimentação saudável com a prática de atividades físicas, não são poucas as pessoas que encontram certa dificuldade nesse processo.

Algumas, já desanimadas com o método tradicional, acabam buscando novos tipos de dietas que prometam um emagrecimento mais rápido, eficaz, porém, também seguro.

E não é de hoje que a chamada “dieta da proteína” é apontada como uma boa solução para quem deseja emagrecer de forma mais rápida.

Renata Brasil, Health & Stylist Coaching, comenta que dietas proteicas são vistas como uma forma eficaz de perder peso. “Quando você reduz carboidratos (especialmente carboidratos simples), você está diminuindo a quantidade de glicose na sua corrente sanguínea. Dessa forma, forçando o seu corpo a aproveitar-se da gordura dos alimentos e da gordura armazenada no seu corpo para funcionar. Em termos bem simples: quando você consome menos açúcar, seu corpo usa gordura como fonte de energia. Quando seu corpo usa gordura como fonte de energia, você perde peso”, diz.

Porém, é fato também que esse tipo de dieta ainda gera controvérsias. Questões do tipo “a dieta da proteína é mesmo segura?”; “devo parar de consumir carboidratos de uma vez?”; “que tipo de alimento é permitido na dieta?”; “não vou recuperar todo o peso perdido depois?” etc. são algumas das dúvidas em torno do assunto.

Pensando nisso, abaixo você conhece os diferentes tipos de dietas proteicas e entende por que ela pode mesmo ser eficaz para quem deseja perder peso.

Por que as proteínas são importantes?

Foto: Thinkstock

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Antes de conhecer melhor as dietas proteicas, é fundamental saber qual é a importância da proteína em um processo de emagrecimento.

Luciana Spina, endocrinologista, Doutora em Endocrinologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, médica especializada em Dieta Proteinada, colaboradora científica da PronoKal (Brasil), destaca que as proteínas são nutrientes essenciais ao corpo humano. “Além de constituírem a base dos tecidos do corpo, as proteínas são também fonte de energia. Com a exceção da água, as proteínas são as moléculas mais abundantes no corpo, sendo o principal componente estrutural de todas as células, particularmente dos músculos”, diz.

No processo de emagrecimento, diz a médica, as proteínas são importantes como fonte de energia e para manutenção do tecido muscular.

De acordo com Luciana, os seguintes alimentos são as principais fontes de proteína:

  • Carnes e aves (carne bovina, carne de porco, frango, peru, coelho, codorna e rã);
  • Peixes;
  • Mariscos;
  • Crustáceos;
  • Ovo.

Renata Brasil acrescenta que a digestão de proteínas é a mais longa e trabalhosa de todas as categorias de alimentos, e essa lentidão da digestão retarda o esvaziamento gástrico e aumenta a sensação de satisfação e saciedade.

Por que a dieta da proteína é eficaz para quem quer emagrecer?

Luciana explica que as dietas de proteínas são dietas de muito baixa caloria, onde a velocidade da perda de peso é mais acentuada que as dietas tradicionais, sendo um fator motivacional importante para a adesão ao tratamento.

“São também dietas cetogênicas, devido à redução acentuada da ingestão de carboidratos, o que favorece a diminuição da sensação de fome e aumenta a sensação de bem-estar, favorecendo também a adesão à dieta”, acrescenta a médica.

Outra vantagem importante das dietas de proteínas, de acordo com Luciana, é a preservação da massa magra (ou tecido muscular) que favorece manutenção do metabolismo energético, contribuindo para a manutenção do peso perdido a longo prazo.

Os diferentes tipos de dietas de proteínas

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O que pouca gente sabe, porém, é que existem diferentes tipos de dietas de proteínas. E é fundamental conhecer as principais diferenças entre eles.

Luciana destaca que existem métodos mais antigos, tradicionalmente conhecidos como dietas hiperproteicas e métodos mais recentemente utilizados, baseados em dietas proteinadas. “Nas dietas hiperproteicas existe um aumento da ingestão de proteínas acima dos requisitos ideais, podendo aumentar os níveis de ácido úrico e gerar sobrecarga renal”, diz.

Na maioria das vezes, nas dietas hiperproteicas, acrescenta a médica, existe aumento da ingestão de gorduras, que pode aumentar os níveis de colesterol, favorecendo o depósito de gordura no fígado. “Nem sempre exige suplementação de vitaminas e minerais que acaba favorecendo efeitos colaterais como fraqueza, dor de cabeça, tonteiras, câimbras, anemias e queda de cabelo, por exemplo, principalmente quando realizadas por mais de 15 dias”, destaca.

Já na dieta proteinada, conforme explica Luciana, a ingestão de proteínas é ajustada aos requisitos ideais para manter um balanço proteico equilibrado (0,8-1,2 g/kg ideal/dia), evitando a sobrecarga renal. “Ela é baseada em consumo de proteínas de alto valor biológico e existe suplementação vitamínica/mineral para fornecer os níveis necessários e evitar efeitos adversos quando realizadas por mais tempo”, diz.

Na dieta proteinada, acrescenta a médica, a ingestão de gorduras é limitada ao azeite extravirgem, e ocorre diminuição dos níveis de colesterol, favorecendo um perfil lipídico mais saudável.

“A dieta proteinada é considerada hoje um método de emagrecimento eficaz, saudável, que proporciona sensação de bem-estar, resultados motivadores e maior chance de manutenção do peso perdido a longo prazo”, ressalta Luciana.

Como aderir à dieta da proteína?

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Luciana explica quais são as principais fases da dieta:

1. Em primeiro lugar deve ser realizada uma consulta médica com avaliação clínica e realização de exames laboratoriais. “Recomenda-se realizar exames antes de iniciar a dieta e durante sua realização para melhor adequação da suplementação de vitaminas e minerais”, diz a médica.

2. Inicia, então, a primeira etapa onde há restrição de carboidratos, restrição acentuada de calorias e processo de cetogênese que favorecerá a perda rápida de peso com sensação de saciedade e bem-estar.

3. Após perda de cerca de 80% da meta desejada, inicia-se segunda etapa de reeducação alimentar onde ainda existe restrição calórica e os carboidratos são introduzidos progressivamente no cardápio.

4. Por último a terceira etapa, de manutenção, onde existe equilíbrio entre o consumo e a ingestão calorias, para manutenção de peso.

Alimentos permitidos

Luciana destaca quais são os tipos de alimentos permitidos na dieta proteinada:

  • Proteínas;
  • Verduras;
  • Legumes;
  • Azeite extravirgem em quantidade limitada (10g/dia).

“O uso de suplementos proteicos (como, por exemplo, Whey) nesse tipo de dieta é favorável para substituir uma ou mais refeições, priorizando a ingestão de proteínas de alto valor biológico, diminuindo a ingestão de gorduras saturadas, evitando a monotonia e possibilitando praticidade do dia a dia – o que melhora a adesão à dieta”, acrescenta a médica.

Alimentos proibidos

Luciana destaca os alimentos que não são permitidos neste tipo de dieta:

  • Arroz;
  • Batata;
  • Massa;
  • Pão;
  • Frutas;
  • Sucos de frutas;
  • Doces;
  • Açúcar em geral;
  • Vegetais como cenoura e beterraba.

Luciana ressalta, por fim, que estas são as orientações principais, mas o cardápio da dieta proteinada deve ser individualizado e montado de acordo com as necessidades de cada indivíduo, de preferência com acompanhamento em conjunto do endocrinologista e nutricionista.

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