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Tudo sobre o diabetes infantil

Entender os sintomas e a forma de tratamento ajuda seu filho a levar uma vida praticamente normal

em 25/09/2014

Foto: Thinkstock

O diabetes é uma alteração nos níveis do hormônio chamado insulina, que é produzido pelo pâncreas e ajuda o organismo a transformar o açúcar presente nos alimentos em energia para as funções do corpo. Quando o pâncreas sofre uma diminuição na produção da insulina, o açúcar não se transforma em energia e as taxas de glicose presentes no sangue disparam. Essa alteração é o que conhecemos por diabetes.

A doença tem duas formas de manifestação: o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2. O tipo 2 é hereditário e depende de fatores genéticos para aparecer. Além disso, neste tipo a produção de insulina não é o fator alterado. O corpo produz insulina normalmente, mas as células resistem à sua ação, desregulando as taxas de glicose. Essa forma da doença é mais comum em adultos mas, com o aumento dos casos de obesidade infantil, muitas crianças passaram a apresentar o problema.

Já o diabetes tipo 1 pode ocorrer desde o nascimento até o indivíduo completar cerca de 30 anos, embora crianças de cinco a sete anos e adolescentes atravessando a puberdade tenham maior tendência a desenvolver a doença.

Sintomas

A criança que sofre de diabetes tende a apresentar um aumento do apetite e também da sede, além de uma necessidade mais frequente de urinar, em consequência da quantidade elevada de água ingerida. Emagrecimento repentino é outro sintoma que deve servir de alerta para os pais. Muitas crianças diabéticas apresentam tontura, formigamentos, mal estar, sonolência e fraqueza. A criança se cansa com facilidade e velocidade muito maiores que o normal.

É importante tomar cuidado para que não haja variações muito súbitas das taxas de glicose. A hiperglicemia (excesso de glicose no sangue) e a hipoglicemia (falta de glicose no sangue) são, cada uma a seu modo, bastante perigosas para a saúde do paciente.

Tratamento

A recomendação médica para o tratamento do diabetes infantil é a aplicação de insulina através de injeções diárias (entre duas e quatro por dia, dependendo das taxas verificadas). A verificação dos níveis de glicose deve ser feita em casa, todos os dias, usando aparelhos específicos que medem as taxas com uma única gota de sangue.

Além disso, é fundamental manter uma alimentação balanceada, evitando-se o consumo excessivo de doces. Deve-se equilibrar o consumo de proteínas, carboidratos e gorduras, comendo em torno de seis vezes ao dia. Doces em versão diet podem ser uma boa opção para que a criança não sinta tanta falta das guloseimas.

Aliar esses cuidados à prática de atividade física também ajuda a combater os efeitos do diabetes e faz com que a criança leve uma vida praticamente normal.

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