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Descolamento de placenta: o que é e como lidar com isso

Veja informações importantes sobre o problema que pode ser evitado por meio de um cuidadoso exame pré-natal

em 23/09/2014

Foto: Thinkstock

A placenta é um órgão formado tanto por tecidos fetais quanto maternos e suas funções são vitais para o desenvolvimento do bebê. É por meio da placenta que chegam ao feto as substâncias nutritivas das quais ele necessita e é também por meio dela que a partir do feto chegam as substâncias que precisam ser eliminadas pelo organismo materno.

Além dessa importante função nutritiva, a placenta também tem função excretora, respiratória, de produção de hormônios e de defesa. Por isso, o descolamento da placenta durante a gestação ou ainda durante o próprio parto – antes da saída do bebê – pode causar complicações.

Há um mito de que um traumatismo violento sobre o abdome da gestante seria causa comum de descolamento. Segundo especialistas, verificou-se, entretanto, que somente numa minoria isso acontece.

Apesar das causas não estarem totalmente esclarecidas, constatou-se que há uma relação entre o descolamento e a hipertensão durante a gravidez. O aumento da pressão arterial determina alteraçãos nos vasos da placenta os quais ficariam pobres em irrigação e resultariam em enfartes placentários, o que levaria à separação da placenta.

O descolamento inicia-se com uma pequena área de hemorragia próxima à periferia da placenta. À medida que a hemorragia aumenta, os tecidos vizinhos ficam comprimidos, determinando a separação da placenta.

Existem dois tipos de descolamento: com hemorragia visível – quando uma quantidade grande de sangue é expelida pela vagina e há dor – e o descolamento com hemorragia invisível – quando não há sangramento, mas há dor.

No caso dos chamados descolamentos limitados, quando a hemorragia é localizada, não há perigo para a gestante e para o feto. O médico precisa controlar os batimentos cardíacos do bebê e se ele se mantiver bem e o descolamento não aumentar, a gestação e o parto podem transcorrer normalmente.

Já nos casos de descolamento extensos, ou seja, com grande hemorragia os cuidados devem ser redobrados. O cuidado básico nesses casos é a reposição do sangue perdido e o acompanhamento do feto que, com a perda excessiva do sangue da placenta, pode apresentar deficiência de oxigenação e conseqüentes lesões do sistema nervoso ou mesmo a morte. Há ainda outros cuidados a serem tomados.

O que fazer quando o descolamento de placenta é constatado?

O descolamento de placenta é mais comum no terceiro trimestre, embora possa aparecer em qualquer ponto da gravidez depois de 20 semanas.
Existe ainda outra condição muitas vezes também chamada de descolamento que acontece antes de 20 semanas. Em cada uma dessas situações os procedimentos diferem.

Nos casos de descolamento de placenta que acontecem perto da data de parto prevista, o parto será adiantado, por meio de uma cesariana, para prevenir que a placenta se solte ainda mais.

Nos casos em que o descolamento é pequeno e o bebê prematuro, o médico provavelmente optará em esperar um pouco mais. Nesses casos, o acompanhamento será rigoroso assim como o repouso e a probabilidade de internamento e o uso de remédios é grande. Há ainda casos em que o descolamento é leve e somente o repouso em casa já é necessário.

Quando o problema aparece em gestações antes de 20 semanas, o que na verdade ocorre é um acúmulo de sangue entre a parede do útero e o saco gestacional e os médicos se referem a esse problema como hematoma subcoriônico, e não descolamento de placenta.

De qualquer forma, no caso de hematoma subcoriônico, para evitar complicações posteriores, os médicos recomendam o repouso, o uso de progesterona vaginal e a abstinência sexual. Com isso, as chances do problema desaparecer são grandes e não há perigos para a gestante e para o feto.

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