Cuide da autoestima do seu filho

Apontar os erros da criança sem valorizar os acertos dela pode ser prejudicial

Por Gisele Macedo Sá
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Foto: Thinkstock

A autoestima é o espelho nosso de cada dia. É aquilo que percebemos sobre nós mesmos, e isso influi diretamente na nossa autoconfiança e ações perante o mundo social. Porém, não adquirimos este sentimento do dia para noite, a autoestima é construída ao longo da nossa vida. Na infância, quando somos bombardeados por informações e aprendizados, é que estabelecemos a nossa relação com o mundo e com nós mesmos. Por isso é importante cuidar da autoestima desde pequeno.

Quando uma criança tem baixa autoestima, ela não confia nas suas atitudes, tem medo de não ser aceita e não se sente amada. Tudo isso gera problemas de nas relações estabelecidas e comportamentos retraídos. “A baixa estima causa sofrimento e grande dificuldade de se relacionar e de se comportar diante de ambientes e situações”, explica a psicóloga comportamental infantil, Paula Pessoa Carvalho.

A especialista alerta que um ambiente que não valoriza ou que não dá importância às vontades da criança pode diminuir a autoestima dela. “É importante que os pais saibam quais os gostos do filho e solicitem a opinião dele. Desta forma ele se sente percebido e valorizado no ambiente”, explica a psicóloga.

Outra atitude que é muito importante para aumentar a autoestima do seu filho é valorizar as ações dele. Muitos pais cobram comportamentos, resmungam quando os filhos não vão bem na escola e apontam os erros da criança o tempo todo, mas se esquecem de validar as escolhas certas das crianças e valorizá-las verbalmente. Equilíbrio é a palavra chave neste caso. É preciso apontar os erros, mas com cautela, amabilidade e reforçando o caminho certo a ser seguido.

“Valorizar comportamentos adequados e tratá-la com gentileza fortalece a percepção da criança sobre ela e define também a forma como tratar aos outros e a si mesmos, respeitando ao outro e a si próprios”, complementa a especialista.

Quando a criança está com a autoestima baixa, ela pode apresentar excesso de timidez, dificuldade de se relacionar, e em casos mais graves, ter problemas como depressão. Isso certamente gera problemas na escola e até dentro da família.

Uma criança com autoestima elevada certamente se tornará um adulto autoconfiante e independente que poderá evitar situações complicadas. Por exemplo, aceitar consumir bebida alcoólica ou usar drogas, somente para fazer parte de um grupo.

O amor e o afeto são sentimentos aliados da autoestima. Quando se sente amada, protegida e apoiada, a criança entende seu valor e percebe a sua importância.