Criança x videogames: qual é o tempo indicado?

Conheça os benefícios dos games para crianças e saiba a importância de dosar o tempo de acesso

Por Juliana Cazarine
crianca x videogames qual e o tempo indicado Criança x videogames: qual é o tempo indicado?

Foto: Thinkstock

Muito se discute sobre a falta de interesse das crianças de brincar com artigos infantis que não sejam eletrônicos ou de praticar atividades lúdicas em grupo, por exemplo. Hoje, a preferência entre os pequenos é o videogame, o que não é um problema, desde que seja controlado. Cabe aos pais e cuidadores limitar o tempo dedicado aos jogos e apresentá-los a outras brincadeiras.

Por apresentarem um universo de fantasia, explorar cores e sons, além de propor desafios, os jogos são estimulantes e ajudam no desenvolvimento infantil.

Jogar videogame pode trabalhar os sentidos, a coordenação, a criatividade e a percepção”, afirma Doutor Tiago Lupoli, psicanalista associado ao Centro de Estudos, Atendimento e Aprimoramento em Psicologia.

Para cumprir as atividades propostas pelos games, o jogador deve processar informações rapidamente, aprender a se concentrar e ter determinação, seguir um objetivo. Portanto, jogar videogame estimula a formação de conexões neurais responsáveis por absorção de novos aprendizados.

No entanto, caso o acesso aos games não seja dosado, realidade e ficção podem ser confundidas pelas crianças, que tendem a fazer essa “mistura” de sentidos com maior facilidade. Além disso, a alta tecnologia dos jogos contribui para a situação. “A fantasia deve ter seu espaço, mas não pode absorver por completo a vida do jogador. Se acontecer desta forma, a vida desta pessoa será uma eterna brincadeira”, diz Dr. Lupoli.

Então, qual é o tempo recomendado para as crianças ficarem em frente à televisão? É importante que ela consiga ir à escola, fazer o dever de casa (se já estiver nesta fase), brincar com outras crianças, descansar e conviver com a família. Mas todos esses aspectos devem ser regulados já quando começa o interesse do filho pelos games eletrônicos.

“É importante ressaltar que a ruptura da possibilidade de jogar videogame pode retroceder a introspecção de alguns, além de provocar ansiedade, irritabilidade e alterações de humor”, aconselha o psicanalista.

Outro aspecto que não pode escapar aos olhos dos pais é o tipo de jogo ao qual a criança terá acesso. Como os games auxiliam no desenvolvimento cognitivo, psíquico e motor, ela poderá absorver tudo o que for ensinado. Portanto, nenhum conteúdo violento ou inapropriado para a idade deve ser deixado “livre”.

Siga as dicas, proteja o seu filho e aproveite para passar um tempinho a mais com ele. Pense em jogos que vocês possam praticar juntos, ensine e aprenda com a sua criança, que tem muito a oferecer.