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Compulsão alimentar

Quem sofre com o distúrbio tem crises em que a fome parece não ter fim, perde o controle diante dos alimentos e é capaz de comer grande quantidade de calorias de uma só vez

em 06/10/2014

Foto: Thinkstock

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O ato de comer está intimamente ligado à sensação de prazer. Por essa razão, se alimentar com mais do que o organismo necessita é comum. No entanto, mesmo depois de ter repetido por várias vezes uma refeição, a maioria das pessoas é tomada por uma sensação de arrependimento, e tenta compensar o “estrago” que cometeu, seja por meio de uma dieta balanceada ou malhando um pouco mais na academia. No entanto, há quem faça desse comportamento uma rotina e, mesmo tomado pela culpa, não consegue parar de comer. São os comedores compulsivos.

Sinais da compulsão alimentar

O comer compulsivo é um transtorno caracterizado por episódios em que a pessoa ataca a comida e é capaz de devorar uma quantidade absurda de alimentos num curto espaço de tempo, não faz questão de apreciar o sabor do produto, come tudo rapidamente, não mastiga nada direito de uma só vez. A pessoa com sinais da compulsão alimentar não come só aquilo que tem vontade.

Ao contrário do que acontece em outros distúrbios aliementares, como a bulimia nervosa, a pessoa não provoca os vômitos, não toma laxantes e diuréticos. Mesmo sem fome, a pessoa acaba comendo exageradamente, sempre. Nas crises, acontece um desequilíbrio nos mediadores que controlam a saciedade, aquela sensação de que já estamos com o estômago cheio. Por isso a pessoa não consegue parar de comer e depois fica arrependido, com a sensação de culpa, tristeza, fracasso e arrependimento por ter perdido o controle de si mesmo.

Essa atitude também não pode ser definida como gula. O guloso gosta de comer, sabe o quanto e o que está comendo, tem consciência das conseqüências que pode sofrer por conta da má alimentação. É por essa razão que sentir vontade de comer um determinado alimento, exagerar na quantidade, mas ter prazer enquanto se serve dele bem como consciência do exagero, não designa um quadro de compulsão alimentar.

Ao contrário do que se imagina, nem todos os comedores compulsivos ingerem especificamente alimentos ricos em gorduras e açúcares, como chocolates, tortas, brigadeiro, sorvete. Alguns deles apresentam compulsão por frutas e por alimentos saudáveis e, portanto, menor risco de ganho de peso, enquanto outros têm compulsão por alimentos salgados (frituras, arroz, feijão). Em geral, a doença se manifesta entre os 20 e 30 anos e mais entre as mulheres.

Causas, diagnóstico e tratamento

Os médicos garantem que as causas da compulsão alimentar são uma interação de fatores genéticos, biológicos, sociais, familiares e psicológicos. De cada cinco comedores compulsivos, um sofre de depressão. No entanto, o distúrbio não se manifesta apenas em situações negativas da vida da pessoa. Uma promoção no trabalho, casamento ou nascimento de filhos, situações aparentemente positivas são capazes de levar a um estresse psicológico em uma pessoa pré-disposta e desencadear a disfunção.

O comer compulsivo pode trazer conseqüências nada saudáveis, mas a principal é o sobrepeso ou a obesidade. Quem sofre com o distúrbio ainda pode desenvolver sérios problemas gástricos em função da quantidade de alimentos ingeridos. Além disso, consumir uma determinada quantidade de calorias em um dia, no dia seguinte comer normalmente e no outro voltar a ter episódio de compulsão alimentar, compromete o metabolismo e favorece os depósitos de gordura.

Para que seja diagnosticado o descontrole alimentar, os episódios devem acontecer pelos menos dois dias da semana, por um período mínimo de seis meses. Os primeiros cuidados do tratamento da compulsão alimentar são nutricionais. A reeducação alimentar e dicas simples, como respeitar sempre os horários das principais refeições e evitar a sensação de fome, são a melhor maneira de acabar com esse mal. O paciente ainda pode procurar orientação psicológica, a psicoterapia e por fim, se esses dois tratamentos falharem, há indicação de medicamentos.

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