Dicas de Mulher Dicas de Saúde

Como manter o novo peso após emagracer

Uma dica importante é nunca aderir às chamadas “dietas da moda”

em 10/02/2014

Foto: Thinkstock

Emagrecer nem sempre é uma tarefa fácil: exige dedicação, perseverança e mudanças de hábito. Porém, quando este é o real objetivo de uma pessoa ou, em alguns casos, até uma necessidade em função da sua saúde, com certeza, todo esforço vale a pena!

Afinal, nada mais satisfatório do que subir na balança ou fazer uma avaliação de medidas com seu nutricionista e verificar que – após dias, meses ou até anos de persistência – você conquistou os resultados que esperava!

Mas, é neste momento que muita gente pensa que a “batalha” terminou, com saldo totalmente positivo, e que, daqui para frente, tudo pode voltar a ser como antes da dieta – sem preocupações com peso, calorias dos alimentos, restrições a determinados produtos, atividades físicas etc. Porém, este é um grande erro.

Manter o novo peso também exige dedicação, perseverança e, sobretudo, que os bons hábitos aprendidos durante o período de emagrecimento continuem sendo executados.

Parece complicado, não é? Mas a verdade é que emagrecer e manter o peso ideal não é um “bicho de sete cabeças”, é totalmente possível, desde que a pessoa corra atrás do seu objetivo da melhor maneira possível, desde o início, ou seja: assim que se inicia o processo de emagrecimento.

Por que não aderir às “dietas da moda”

Foto: Thinkstock

Brunna Reis, nutricionista da Academia Contours, destaca que o jeito perfeito de emagrecer, manter o corpo bonito e o peso ideal é ter sempre uma dieta equilibrada aliada a exercícios físicos para sempre.

A nutricionista explica que, as mulheres que emagrecem e, tempos depois, engordam, são, de forma geral, aquelas que fazem dieta por algum período e, após emagrecerem, abandonam todos os hábitos saudáveis. “Ou aquelas que fizeram dietas bem restritivas e, quando voltaram a comer ‘normal’, o peso voltou”, diz. “Às vezes, nesses casos, elas ganham até mais peso do que conseguiram perder”, acrescenta.

É fato que, atualmente, muitas pessoas aderem às chamadas “dietas da moda”, geralmente radicais, querendo emagrecer rapidamente. Algumas partem até para o uso de remédios para alcançar seus objetivos.

Porém, explica a nutricionista Brunna, o problema dessas dietas é que elas até ajudam a pessoa emagrecer, mas, não é gordura que ela perde e, sim, massa muscular. “Por isso, o peso acaba voltando quando a pessoa para de fazer a dieta, porque a gordura não foi eliminada”, diz.

Além do posterior ganho de peso, as “dietas da moda” podem oferecer diversos riscos à saúde. “Isso varia muito de acordo com o estilo de cada dieta, mas os riscos vão desde carência de nutrientes, esteatose hepática, colesterol alterado, osteoporose, entre outros”, diz Brunna Reis.

A psicóloga Luciana Kotaka, especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares e coautora dos livros “Comportamento Magro com Saúde e Prazer” e “Estômago Magro versus Pensamento Gordo”, explica que vivemos um momento muito imediatista, onde não se tem tolerância para aguardar um processo gradativo, mais seguro e produtivo. “Sabemos que o emagrecimento saudável demora mais e é mais eficiente, porém, ninguém quer se implicar no processo, recorrendo a tudo o que parece fácil e eficaz”, diz.

A profissional acrescenta que é em função desses fatores que vêm aumentando gradativamente os casos de transtornos alimentares, principalmente a compulsão e a bulimia.

A psicóloga cita ainda os casos de compulsão (TCAP -Transtorno da Compulsão Periódica) e quadros de muita ansiedade – situações que devem ter acompanhamento, além da psicologia, também do psiquiatra, justificando uma medicação adequada que favorece a perda de peso. “Isso porque esses são quadros mais graves que impedem de se comer corretamente, comprometendo a qualidade de vida da pessoa”, diz.

Em relação às medicações para emagrecer, Luciana Kotaka acrescenta que elas não têm mostrado resultados duradouros, muito pelo contrário, a porcentagem de sucesso é mínima. “No meu consultório fica bem claro: praticamente toda clientela que atendo tem históricos de dietas da moda, medicações e nunca conseguiram estabilizar o peso”, afirma.

Luciana reforça que dietas radicais e o uso de medicações não levam à perda de peso efetiva, pois são raros os casos em que o novo peso é mantido. “Uma alimentação desequilibrada pode trazer consequências à saúde, podendo até levar a um risco maior em pessoas com alguma doença não diagnosticada ou mesmo carência nutricional”, diz.

Isso sem falar no risco de desenvolver transtornos alimentares como anorexia, bulimia e compulsão, que, como já destacou a psicóloga Luciana, são as principais consequências das dietas da moda. “São doenças com difícil tratamento, que envolve uma equipe como psiquiatra, psicólogo e nutricionista. E, no caso da anorexia severa, a internação”, explica.

Como e por que seguir uma dieta saudável

Foto: Thinkstock

Assim, não faltam motivos para evitar as chamadas “dietas da moda”:

  • De forma geral, elas proporcionam apenas a perda de massa muscular e não de gordura;
  • Fazem com que o peso seja recuperado novamente;
  • Em alguns casos, fazem com que a pessoa ganhe mais peso do que perdeu anteriormente;
  • Podem gerar problemas de saúde, como carência de nutrientes, esteatose hepática, colesterol alterado, osteoporose, entre outros;
  • Podem desencadear transtornos alimentares, que exigem tratamentos difíceis e multidisciplinares.

Neste sentido, fica claro que a única maneira de manter o novo peso é seguir, desde o início, uma dieta saudável, que inclua ainda a prática de atividades físicas.

“Uma dieta de emagrecimento saudável deve ser baseada na reeducação alimentar. Uma boa alimentação, com um cardápio equilibrado, bem distribuído em nutrientes”, diz Brunna Reis. “Não devem faltar frutas, verduras, cereais integrais e muita água”, acrescenta.

Em relação às atividades físicas, a nutricionista destaca que elas aumentam o gasto de calorias diário, por isso atuam de forma significativa no processo de emagrecimento. “Elas também são importantes por proporcionarem uma sensação de bem-estar, além de deixarem a pessoa com mais disposição e energia no dia a dia”, diz.

Luciana Kotaka reforça que, quando se perde peso, a regra é simples e já conhecida: deve-se continuar a comer corretamente, menos quantidade e mais qualidade, além de continuar com atividades físicas, que favorecem a manutenção do peso saudável.

A psicóloga destaca ainda que as pessoas – tanto aquelas que querem emagrecer, como aquelas que só buscam manter o novo peso – não devem nunca utilizar a comida como forma de conforto… Isto é, para “compensar” tristeza, solidão, baixa autoestima, ansiedade etc. “Caso isso aconteça, a psicoterapia torna-se fundamental, para que se aprenda a comer para a fome e não para o desejo de comer”, diz.

Isso porque, explica Luciana, a comida desde cedo vem como forma de conforto. “Desde neném mamamos o leite morninho que conforta e provoca bem-estar. E muitas vezes esse comportamento de comer é reforçado pela família: a criança chora, dá leite; a filha está triste, faz brigadeiro. Desta forma, na terapia, será trabalhada essa relação comida-conforto, reforçando outras formas de resolver situações desagradáveis que não seja comendo”, destaca.

Dessa forma, fica claro que, tendo um bom controle sobre seus sentimentos e desejos, seguindo sempre uma alimentação saudável e praticando atividades físicas, o peso ideal conquistado pela pessoa – provavelmente com bastante esforço durante um período de dieta – será mantido. E, além de continuar com um corpo bonito e saudável, ela seguirá com mais saúde e qualidade de vida.

Comentários
Dicas relacionadas