Como lidar com filhos na adolescência

5 dicas para melhorar sua convivência com filhos adolescentes

Por Andressa Dias
Atualizado em 21/06/2012 13:39

como lidar com filhos na adolescencia Como lidar com filhos na adolescênciaA adolescência é uma fase que pode ser difícil para alguns e tranquila para outros. Quando o filho tem a adolescência muito turbulenta, é preciso que os pais sejam firmes e maduros para acompanhar essa transição da infância para a vida adulta sem criar mais sofrimento para a família. Para ajudar nesse processo, existem algumas sugestões que podem melhorar a convivência entre os adolescentes e seus pais, confira:

1 – Adolescentes precisam de liberdade e limites

Nessa fase de tanta mudanças e rompimentos, é comum que os adolescentes extrapolem nas atitudes em busca de limites. Essa é uma época da vida em que o seu filho pode se sentir perdido e assim precisar de um guia, uma rumo para seguir e o papel dos pais é estabelecer limites para que o filho saiba até onde pode ir e o que pode fazer.

Adolescentes precisam de liberdade e limite na medida certa e é possível chegar a esse meio termo entre os dois por meio de conversa e aproximação. É importante também se manter consistente nas regras da família para que seu filho não acabe te vendo como um tirano punidor e sim como pais que se preocupam com a educação do filho e estão ali para apoiá-lo e guiá-lo.

2 – Nunca compense problemas com presentes

Também durante a adolescência é comum que os filhos procurem compensar frustrações e os “nãos” que a vida traz com consumo. Seja com roupas novas, jogos novos ou alimentação inadequada, é essencial que os pais identifiquem este problema e não encorajem o consumismo dando presentes sempre que o filho estiver triste.

O adolescente precisa aprender que durante sua vida terá que ouvir muitos “nãos” e que tem que aprender a lidar com essas frustrações. Para isso, os pais devem colaborar também sendo consistentes sempre que decidirem negar algo ao filho e evitar ceder demais aos pedidos dele.

3 – Não tenha medo de falar sobre assuntos mais difíceis de abordar

Filho mal informado busca informações em outras fontes. Com quem você prefere que seu adolescente converse sobre sexo? Ou ainda sobre drogas? É melhor que seja com você ou com um colega da escola? É possível que o colega seja bem informado, mas também pode ser que o colega tenha informações e hábitos que podem levar seu filho a atitudes não desejáveis.

Em vista disso, tenha sempre conversas abertas com seu filho sobre esses assuntos mais polêmicos. Não critique subitamente idéias e crenças de seu filho pois isso pode fazer com que ele queira te enfrentar discordando de tudo que vai dizer em seguida. Esteja aberto aos pensamentos de seu filho, escute para que ele possa te escutar também.

4 – Evite confrontos com seu filho adolescente

Nessa fase, o adolescente pode ficar muito rebelde, agressivo e querer tornar toda discussão em uma batalha. Lembre-se que você, como adulto e maduro, deve se manter na sua posição e não ceder à pressão psicológica das discussões com os filhos.

Caso o seu filho se altere em alguma conversa, mantenha a calma e não fique agressivo e nem muito sentimentalizado com as palavras dele. Se você tiver essa postura, é mais provável que ele também vai se acalmar, pois vai perceber que gritando ou fazendo drama não está conseguindo o que quer.

5 – Procure estabelecer um bom relacionamento com seu filho

Você não precisa ter uma relação com o seu filho igual ele tem com os amigos, porque isso não é natural. O necessário é estabelecer uma relação de respeito e confiança entre vocês. Se o filho quer lhe contar algo que é muito secreto e especial para ele, não o exponha na frente da família toda e assim vocês acabam criando laços de confiança.

Pais pacientes, compreensivos, que sabem valorizar a opinião e respeitar o espaço dos filhos têm muito mais facilidade em conviver com eles durante essa fase transitória. Por isso, leve em conta essas 5 dicas de convivência com filhos adolescentes, ou ainda procure um psicólogo caso seja necessário. Assim você estará investindo em um melhor ambiente familiar e criando adultos menos traumatizados.