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Como ajudar seu filho a driblar o bullying

Os pais têm papel fundamental na luta contra esse problema

em 11/09/2012

Foto: Thinkstock

O que é bullying? Embora a palavra inglesa não tenha tradução literal para o português, qualquer um sabe explicar ou, no mínimo, já ouviu falar sobre o assunto, que virou tema de discussão principalmente no tocante ao ambiente escolar.

O bullying é definido como o ato de provocar ou agredir o outro, verbal ou fisicamente, de maneira persistente. A agressão pode partir de uma ou mais pessoas e ser direcionada, igualmente a uma ou mais pessoas.

A escola é o palco natural desse tipo de situação, uma vez que ali convivem crianças e adolescentes com as mais diversas características físicas, religiosas, culturais e de personalidade. Essas diferenças são, em boa parte dos casos, os agentes motivadores do problema.

O principal fator de explicação para isso é que, durante a infância e os primeiros anos da adolescência, a necessidade de ser aceito é característica inerente à personalidade da maioria dos indivíduos.

Sentir-se parte de um grupo com suas próprias ideologias, ou simplesmente que se identifique por características semelhantes é primordial para a autoestima de crianças e adolescentes.

É importante entender, no entanto, que nem toda provocação ou desavença deve ser considerada bullying. “O bullying acontece, quando existe um movimento real contra uma determinada criança. É uma campanha, uma perseguição contra um alvo muito bem definido”, diz a psicóloga Nívea Maria de Carvalho Fabrício.

Como detectar o problema?

A criança ou adolescente nem sempre vai relatar abertamente aos pais o fato de ser vítima de bullying. Alguns sinais, no entanto, servem de alerta para uma investigação mais profunda. A criança pode apresentar:

  • Comportamento estranho, em geral se mantendo isolada;
  • medo de ir à escola;
  • dificuldades para dormir;
  • mudanças de humor e comportamento agressivo em casa
  • sinais de trauma físico, como hematomas inexplicados.

Como lidar com o problema?

Se, após observar seu filho e verificar com professores e funcionários da escola, você chegou à conclusão de que se trata realmente de um caso de bullying, você deve tomar alguns cuidados.

Comece fortalecendo a autoestima da criança, ressaltando suas qualidades e, se julgar necessário, procurando um terapeuta para trabalhar essa questão de forma mais contundente.

Depois, invista em uma conversa franca com ela sobre o assunto, dando conselhos concretos sem, contudo, encorajá-la a reagir de forma agressiva. Explique que, quando se sentir diminuída ou provocada, ela deve demonstrar sua insatisfação falando de maneira firma frases como “Pare com isto. Não gostei!”. Por último, entre em contato com a escola, relate o ocorrido e, caso o problema não seja resolvido pelos responsáveis pela instituição, analise a viabilidade de trocar seu filho de escola.

Lembre-se que o bullying é, mais que um problema de relacionamento, uma agressão contra a integridade emocional da criança. Não o minimize, encare-o de maneira séria e não desista antes de ter a certeza de tê-lo solucionado.

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