Câncer de colo de útero

Tire suas dúvidas sobre a doença, conheça os sintomas, tratamentos e saiba como prevenir

Por Deborah Busko
Atualizado em 02/04/2013 16:01

cancer utero Câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero, junto com o câncer de mama e o câncer de pele, está entre os tipos da doença que mais afetam as brasileiras. A doença surge quando células no colo, que é a parte inferior do útero que se conecta à vagina se modificam, produzindo um tumor. Como geralmente o tumor tem crescimento lento, o câncer de útero pode não apresentar sintomas. Conforme a doença progride, surgem sintomas como dor e sangramento durante a relação sexual.

Mulheres que iniciaram a vida sexual muito cedo, que têm ou tiveram muitos parceiros, têm maior risco de ter esse tipo de câncer. Tais fatores as deixam mais expostas a doenças sexualmente transmissíveis, a exemplo do HPV, o principal causador desse câncer.

Diagnóstico

O câncer de útero pode ser detectado pelo exame de papanicolau, que examina as células coletadas a partir de amostras do colo do útero.

Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero a partir dos 18 anos ou após a primeira relação sexual.

Inicialmente, o exame papanicolau deve ser feito a cada ano ou com menor freqüência, a critério do médico. Caso dois exames seguidos em um intervalo de um ano apresentarem resultado normal, o exame pode ser feito a cada três anos.

Tratamento

Se detectado na fase inicial, é possível tratar o câncer de útero com uma cirurgia. Depois o tratamento para câncer de útero consiste na retirada do útero e em sessões de radio e quimioterapia. Cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o câncer de colo de útero é fazendo o exame de papanicolau e usar camisinha, sempre. Já existe uma vacina contra câncer de útero, recomendada para mulheres entre 9 e 26 anos.

A recomendação do uso da vacina em idade tão precoce se dá em razão de que ela funciona melhor em meninas que ainda não iniciaram a vida sexual e, portanto, que não tiveram contato com o HPV. A vacina não protege pessoas já infectadas pelo HPV e não imuniza contra todos os tipos de câncer de útero.

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