Asma pode ser ainda mais grave durante a gestação

Conheça os riscos que a doença pode apresentar à mulher gestante e ao feto

Por Juliana Cazarine
asma pode ser ainda pior durante a gravidez Asma pode ser ainda mais grave durante a gestação

Foto: Thinkstock

Durante a gravidez, qualquer tipo de doença pré-existente na mãe pode causar complicações ou ter efeito ampliado, principalmente os problemas respiratórios. A dificuldade de respiração causada pela asma, por exemplo, pode ser ainda maior no decorrer do processo natural da gestação.

A asma é caracterizada como uma doença inflamatória crônica que atinge as vias nasais e, portanto, o sistema respiratório. Trata-se de uma patologia relacionada a fatores genéticos e ambientais que se manifesta em forma de crises de falta de ar, hiperprodução de muco nas vias aéreas e broncoespasmo, que é a contração da musculatura lisa das vias aéreas, o que diminui seu diâmetro.

Quando está esperando um bebê, o corpo feminino sofre “mutações” fisiológicas, como aumento no tamanho do abdômen, produção elevada de hormônios, entre outras condições, que sozinhas são capazes de dificultar a circulação de ar nos pulmões. O problema é que a mulher que tem asma pode ter essa dificuldade aumentada em dobro no caso de uma crise.

Ter crises de asma durante os nove meses de gravidez pode, além de causar restrição respiratória, dificultar trocas gasosas que interferem tanto no organismo da mãe como do feto. “A asma mal controlada pode associar-se a um maior risco de pré-eclâmpsia, prematuridade, retardo de crescimento e hipóxia, além de aumentar o risco de mortalidade perinatal”, afirma o ginecologista do Hospital Santa Cruz Doutor Eddy Nishimura.

O fato de a grávida ter asma não significa, necessariamente, que os problemas decorrentes da doença vão acontecer. “Em alguns casos, a asma pode melhorar ou manter-se inalterada. Segundo estudos, pacientes não gestantes que possuem crises mais leves ao engravidarem, podem ter uma melhora inesperada da doença”, diz.

Mas, em todo caso, o melhor é evitar as crises asmáticas a fim de melhorar oxigenação fetal. Para conseguir isso, a mãe deve se submeter a um tratamento médico com acompanhamento de um profissional que possa indicar remédios seguros para o feto. Além disso, são necessárias avaliações clínicas mensais, feitas por um pneumologista, com provas pulmonares para medir a capacidade respiratória da grávida.

Com o tratamento, haverá controle da função respiratória da mãe, o que proporciona bem estar ao feto e garante seu bom desenvolvimento e permite que a mãe mantenha suas atividades rotineiras. “Além das medidas preventivas, os cuidados devem incluir o acompanhamento médico, que irá classificar em que grau de severidade a paciente se inclui para indicar a terapêutica mais recomendada”, aconselha o Dr. Eddy Nishimura.