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A acne e suas marcas

Descubra como você pode sair da adolescência sem esse trauma

em 24/09/2014

Foto: Thinkstock

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A adolescência é um período marcante: várias mudanças e descobertas tornam a fase inesquecível. Infelizmente, a acne é um dos problemas que marca esses anos no sentido ruim. Afinal, quem nunca conheceu um jovem que perdeu a vontade de sair de casa por causa de espinhas?

Mas isso não é motivo para desespero, pois existem diversos tratamentos que podem dar fim a esse problema em questão de meses.

Justo na adolescência…

As espinhas “pipocam” nesse período porque é quando começa a produção de hormônios e alguns deles – principalmente a testosterona, que é produzida nos homens e nas mulheres (em proporção bem menor) – estimulam as glândulas sebáceas da pele, responsáveis por produzir o sebo, cuja função é proteger a pele.

Nas pessoas com predisposição genética, a produção de sebo é mais acentuada e, dessa forma, a pele fica mais oleosa, o que obstrui os poros e facilita o aparecimento de cravos. Para se ter uma ideia clara, o cravo nada mais é do que o acúmulo de sebo, queratina (proteína produzida pela pele) e bactérias dentro de um poro.

A diferença entre cravo e espinha está no fato desta última virar um caso de inflamação, quando a pele apresenta pontos avermelhados e elevados com secreção dentro. A acne, em compensação, é o nome dado a esse problema de pele, que tem como características principais oleosidade, cravos e espinhas.

Tem a questão hereditária

A carga genética é um dos fatores a ser considerado quando se trata de espinhas. Vale observar ou perguntar na família se alguém teve e aí ficar mais esperto com os cuidados com a pele e a alimentação.

Independentemente do fator hereditariedade, cerca de 90% dos adolescentes vai ter acne de algum grau, mas o fato é que nem todos vão sofrer com isso graças à resposta imunológica de cada um. Aqueles com a pele mais ressecada, por exemplo, tiram a acne de letra.

Os tipos de acne

  • Grau 1: a pele tem cravos apenas, sem espinhas;
  • Grau 2: a pele apresenta cravos e espinha superficiais;
  • Grau 3: com cravos, espinhas pequenas e maiores. Algumas já são internas e doloridas;
  • Grau 4: além das características do grau três, a pele é bastante inflamada e com nódulos que parecem desfigurar partes do rosto.

Como prevenir a acne?

A partir do momento em que surgirem os primeiros cravos (às vezes lá pelos nove, dez anos de idade), o melhor é procurar um dermatologista, que vai lhe receitar uma rotina de cuidados, com sabonetes anticravos e oleosidade, etc. Mesmo assim, alguns pacientes continuam a desenvolver o caso. E aí que o médico indica produtos mais abrasivos, antibióticos e até remédios via oral.

A recomendação básica é jamais espremer cravos e espinhas, a não ser que você queria uma pele marcada. Também só faça limpeza de pele quando recomendado pelo seu dermatologista, além disso, vale ir a locais com referência.

Isotretinoína: para casos extremos

A isotretinoína é um medicamento via oral derivado da vitamina A e incrivelmente eficiente no combate à acne. Normalmente, é recomendando após a falta de sucesso com os tratamentos mais “leves” e já elimina o problema em cerca de seis meses de uso.

O tratamento para acne com isotretinoína é eficiente porque age nas glândulas sebáceas, reduzindo o seu tamanho, diminuindo a secreção do sebo e alterando a sua composição. Esse medicamento também evita a obstrução da abertura do folículo piloso e reduz a inflamação.

Mas é preciso cuidado por conta dos efeitos colaterais. O mais grave é a teratogenia, que causa a má formação do feto. Ou seja, mulheres que querem engravidar não devem tomá-lo. Boca seca, queda de cabelo, sangramento nasal, aumento do colesterol e alterações hepáticas (por isso são precisos exames de sangue periódicos) são outros sintomas colaterais.

O mito da alimentação

A gordura que nós comemos não vai para a pele como alguns pensam. O assunto é controverso e muitos tentam estabelecer essa relação, mas não há nada comprovado na medicina. Há, sim, um efeito da alimentação na pele, mas ele é indireto.

O que acontece é que alguns alimentos ricos em carboidratos de rápida absorção – entre eles o leite, o chocolate e outros doces – estimulam os receptores hormonais da pele e resultam no mau funcionamento da glândula sebácea, que pode provocar a proliferação da bactéria causadora das espinhas.

Adeus às marcas

Pra retirar as marcas da acne, o primeiro passo é tratar o problema e só depois, com a pele livre de espinhas, fazer tratamentos com produtos à base de ácido retinóico associado a outros tratamentos, como dermabrasão (lixamento da pele), pequenos enxertos de pele, peelings químicos e laser.

E não se esqueça: usar produtos por conta própria pode só piorar o quadro. Agende com seu dermatologista, é ele quem lhe indica os produtos certos para tratar a acne, não sua prima, vizinha, amiga, etc.

Daniela Hueb

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Dermatologia

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