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7 mitos desvendados sobre vacinas infantis

Conheça a importância da vacinação e descubra se ela oferece algum risco à saúde das crianças

em 25/10/2013

Foto: Thinkstock

Com o nascimento de um filho, uma das grandes preocupações dos pais diz respeito à vacinação. As vacinas foram criadas para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos capazes de combater possíveis doenças e são muito importantes para a saúde da criança.

As vacinas podem ser desenvolvidas de diferentes formas. Uma delas é conter o próprio vírus causador da doença ou outro agente semelhante, inativo ou enfraquecido. Esta é uma das várias questões que envolvem o assunto que colocam em xeque a eficiência, segurança e qualidade das vacinas e se elas podem afetar a saúde das crianças de alguma forma.

A lista abaixo traz 7 mitos desvendados e esclarece dúvidas sobre as vacinas e sua importância. Confira e informe-se!

Mito 1: A vacinação começa cedo demais.

Realmente há muitas vacinas que devem ser tomadas ainda nos dois primeiros anos de vida e alguns pais discutem o fato de a vacinação começar cedo demais. Um estudo observou que 23% dos pais consultados indagaram a quantidade de vacinas no calendário e 25% questionaram se elas poderiam enfraquecer o sistema imunológico da criança. De acordo com o Dr. Alfredo Gilio, médico coordenador da clínica de vacinação do Hospital Israelita Albert Einstein, isto é um mito, e a vacinação precoce não prejudica o sistema imunológico. Embora as crianças recebam hoje mais vacinas do que antigamente, a quantidade de antígenos contidos nelas é consideravelmente inferior, e os especialistas garantem que é uma quantidade segura.

Mito 2: As vacinas são 100% eficazes.

Muitas pessoas vacinam seus filhos e acreditam que eles estão completamente protegidos até a próxima vacinação. No entanto, o Dr. Giglio afirma que não é possível garantir 100% de eficácia das vacinas. Isto porque o sistema imunológico das pessoas reage de maneiras diferentes a medicamentos, e, por várias razões, algumas pessoas podem não desenvolver imunidade às doenças contra as quais estão sendo vacinadas. As vacinas atuais produzem imunidade em cerca de 85 a 95% das crianças, mas essa proteção não dura para sempre e, para alguns indivíduos, nunca se desenvolve completamente. Por isso, não se pode garantir que as vacinas são 100% eficazes, isto é um mito.

Mito 3: Vacinas são completamente seguras.

Mesmo os medicamentos mais comuns prescritos em todo o mundo podem causar reações negativas em algumas pessoas. Do mesmo modo acontece com as vacinas. Embora sejam sim muitos seguras, não é possível afirmar que serão completamente livres de efeitos colaterais. É comum algumas vacinas causarem certo desconforto para algumas pessoas e, às vezes, uma febre baixa, mas é extremamente raro desencadear efeitos colaterais graves. No entanto, se seu filho já teve reações a vacinas anteriormente, procure um médico para esclarecer suas dúvidas e orientar sobre como proceder com as próximas vacinas.

Mito 4: As vacinas contêm produtos químicos tóxicos que são mais prejudiciais do que benéficos.

Este é mais um mito sobre o assunto. As vacinas realmente contam com uma variedade de substâncias químicas, como mercúrio, alumínio e outros conservantes, mas sua adição é indispensável a estes medicamentos. Além disso, é preciso ter em mente que as quantidades dessas substâncias são mínimas e o risco que as doenças oferecem é infinitamente maior do que o risco que as pequenas quantidades de conservantes podem oferecer.

Mito 5: Vacinas podem causar a doença de que supostamente protegem.

Na verdade, esta afirmação é apenas parcialmente um mito. A grande maioria das vacinas é feita com vírus inativos, que não oferecem riscos. Estes vírus não têm a capacidade de se transformar e se multiplicar, fatores necessários para causar a doença. Atualmente, vacinas como sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela e vacinas contra a gripe são todas inativas, e não podem levar o paciente a contrair a doença.

Há um segundo tipo de vacina chamado de vacina de subunidade. Estas também não apresentam risco de causar a doença e, em geral, geram menos efeitos colaterais. Atualmente, a difteria, o HPV, hepatite B, doença meningocócica e tétano são exemplos de vacinas de subunidade.

Um último tipo é a vacina atenuada, o que significa que contém o vírus enfraquecido que, sozinho, não pode causar a doença. No entanto, um agente patogênico atenuado pode sofrer mutação e, em alguns casos, causar a doença. Este risco é muito baixo em indivíduos saudáveis, mas deve ser considerado se a vacina for ministrada a alguém com o sistema imunológico comprometido. Atualmente, a hepatite A, uma versão da vacina contra a poliomielite e a vacina anti-rábica são vacinas atenuadas.

Mito 6: Absolutamente todas as pessoas devem ser vacinadas.

Embora seja importante para a grande maioria das pessoas tomar todas as vacinas, algumas não devem recebê-las. As crianças doentes, por exemplo, nunca devem ser vacinadas, e aqueles que tiveram reação grave a alguma vacina no passado não devem voltar a tomá-la no futuro. Outros grupos a quem não seria recomendada a vacinação são pessoas alérgicas a algum dos componentes, mulheres grávidas, pessoas com HIV ou AIDS, ou as que estão fazendo tratamentos para o câncer.

Mito 7: Vacinas podem causar autismo

Este mito foi espalhado nos anos 90, quando publicações sugeriram que a vacina tríplice (contra sarampo, caxumba e rubéola) seria a causa de autismo. No entanto, essa afirmação não tinha base científica e, posteriormente, vários estudos realizados em diferentes partes do mundo provaram tratar-se de um mito.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre a vacinação do seu filho, consulte seu médico.

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