5 medos comuns na gravidez

Conheça as principais preocupações das futuras mamães durante a gestação e entenda por que não é preciso se preocupar tanto assim

Por Deborah Busko
Atualizado em 07/06/2013 15:37

5 duvidas gravidez 5 medos comuns na gravidez

A gravidez é um momento muito especial na vida de uma mulher, mas também um período cheio de incertezas. Muitas coisas ruins passam pela cabeça das gestantes, principalmente as de primeira viagem. Problemas na hora do parto, complicações com a própria saúde e a do bebê estão na lista das preocupações mais comuns.

Conheça 5 medos comuns na gravidez e entenda por que não é preciso se preocupar tanto assim.

1 – Aborto espontâneo

A maior parte dos abortos espontâneos ocorre no primeiro trimestre da gravidez, mas a maioria das gestações prossegue sem complicações até o nascimento do bebê.

Por mais traumática que a experiência possa ser, não há motivo para que a mãe se culpe pelo ocorrido, já que ele não tem relação com o comportamento da mãe. Embora as causas do aborto espontâneo ainda não tenham sido totalmente esclarecidas pela medicina, é provável que uma gravidez seja naturalmente interrompida quando o embrião apresenta alguma malformação que o impede de sobreviver.

Vale lembrar que seguir as orientações médicas e fazer o pré-natal corretamente garante o controle do estado de saúde da mãe e do bebê e pode ajudar a diminuir o risco de aborto ou outras complicações.

2 – Machucar o bebê durante o sexo

Acabe com a ideia de que a penetração pode machucar o feto, isso não acontece. Em casos de placenta prévia, dilatação antes do previsto ou risco de parto prematuro, o obstetra pode proibir as relações sexuais durante a gestação. Fora essas restrições, sexo durante a gravidez é comum, saudável e não representa nenhuma ameaça ao bebê.

3 – Dor do parto

Este talvez seja o maior fantasma que ainda assombra as futuras mamães. Mas tanto medo da dor do parto chega a ser compreensível. As histórias que mães, tias e avós contam sobre o assunto, descrevem as aflições de dar à luz.

Apesar da tradição do sofrimento no parto, a realidade atual se mostra diferente, já que a gestante recebe apoio de médicos e enfermeiros desde que chega à maternidade. Aos primeiros sinais do trabalho de parto, ela pode contar com medicamentos analgésicos ou relaxantes para aliviar as contrações iniciais. Quando a dilatação atinge cerca de 6 centímetros, ou seja, quando a mulher está pronta para o parto, recebe a anestesia e não sente mais dor alguma.

4 – E se algo der errado durante o parto?

Depois da dor, outra grande preocupação das gestantes que se preparam para um parto normal é quanto a complicações e imprevistos que coloquem em risco a vida da mãe ou do bebê, tornando necessária uma intervenção dos médicos.

Mesmo que a gravidez tenha corrido sem problemas, em casos de sofrimento fetal, mau posicionamento do bebê no canal do parto e problemas de placenta, por exemplo, pode ser necessário realizar um parto cesárea ou usar o fórceps – instrumento cirúrgico usado para ajudar a retirar o bebê do canal de parto em casos de emergência.

O importante é confiar no obstetra que você escolheu para realizar o parto, ele certamente irá indicar a opção mais segura para mãe e filho em um momento como este. Lembrando que o fórceps só é empregado para ajudar o bebê quando a cabecinha já está à vista e que hoje, a cesárea é considerada uma cirurgia segura.

5 – Anestesia

O medo da anestesia do parto está ligado ao tempo em que a anestesia raquidiana era a única usada. Injetada com uma agulha muito grossa, esse tipo de anestesia facilitava o vazamento do líquido que banha o sistema nervoso, causando fortes dores de cabeça.

Hoje, a anestesia ráqui só é utilizada quando necessário, nos últimos momentos do parto normal. Os médicos dão preferência à anestesia peridural, que não perfura a membrana que envolve a medula e oferece riscos ou sequelas nem para a mãe e nem para o bebê.

6 – Depois do parto, o corpo não volta ao normal

Que o corpo muda depois da gravidez, isso não se pode negar, mas essa mudança não é necessariamente para pior. A principal dica é engordar apenas o necessário e praticar exercícios durante os nove meses. Mas não adianta ter pressa, já que o processo para voltar à forma depois da gravidez pode levar de seis meses a um ano.

Ao contrário do que se diz, os seios podem ficar até mais bonitos por conta da amamentação e a gordura acumulada na região no abdome tende a diminuir com o tempo.

Outro medo comum é o de ficar com a vagina larga depois do parto normal. No entanto, especialistas garantem que a região possui músculos que dão elasticidade suficiente para voltar ao normal meses depois do parto.