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10 dicas para você produzir menos lixo em casa

Utilizar ao máximo os alimentos e ficar atenta às embalagens dos produtos são algumas das ideias

em 30/08/2013

Foto: Thinkstock

Nos dias de hoje não é raro lermos sobre iniciativas que visam a diminuição do lixo produzido entre a população. Em Umuarama (PR), por exemplo, os moradores podem trocar recicláveis por “moedas verdes” para serem utilizadas nas feiras locais. No Município de Barueri (SP), os recicláveis são trocados por desconto na conta de energia elétrica.

Mas esses são só alguns exemplos. Nara Froes de Aguilar Giocondo, bacharel em gestão ambiental pela Esalq/USP e sócia da UNA Assessoria em Sustentabilidade, explica que, em 2010, foi publicada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10), que prevê instrumentos para melhorar a gestão de resíduos no país. “Isso trouxe à tona a temática da reciclagem, a logística reversa de embalagens e produtos, a responsabilidade das prefeituras (exige-se que sejam estabelecidos Planos Municipais de Gestão de Resíduos), a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, consumidores e governo, entre outras ações”, diz.

E nós, enquanto consumidores, também temos nossas responsabilidades. Com ações simples podemos produzir menos lixo em casa, colaborando, assim, com a melhor gestão de resíduos no país.

Confira algumas dicas de como fazer isso:

1. Aposte no “consumo consciente”

Pode parecer óbvio, mas vale a pena repetir. Tudo o que você levar para a sua casa precisa ser processado de uma forma ou de outra. Se não for usado, reciclado ou reaproveitado, onde acabará? No lixo. “O primeiro passo é pensar sempre no consumo consciente, ou seja, repensar suas escolhas e ponderar todos os fatores envolvidos nela, além do preço”, diz Nara.

Dentro desta proposta, é possível seguir muitas ações que implicarão na redução do lixo que você produz em casa.

2. Compre verduras em hortas

“Ao invés de comprar suas verduras nos supermercados, já cortadas e embaladas em uma bandeja de isopor (que é de difícil reciclagem), opte por comprar em hortas, varejões e feiras de seu bairro. Além de reduzir a quantidade de embalagem, você incentiva a economia local, utiliza menos recursos naturais e emite menos gases poluentes no transporte desses produtos”, explica Nara Froes.

3. Reduza o uso de sacolas plásticas

A dica da profissional em gestão ambiental Nara é sempre levar sua sacola retornável ao supermercado. “Você até pode levar para a casa algumas sacolas plásticas (elas não são tão vilãs como dizem por aí), pois são muito úteis no transporte de produtos de limpeza (para não misturar com os alimentos da retornável) e também para eventuais produtos de origem orgânica que podem soltar líquidos (como carnes, alguns queijos frescos, etc.).

Depois, essas sacolinhas devem ser reutilizas para as lixeiras ou no transporte de algum outro material”, explica. “Mas vamos ser sinceros: quando se faz compras apenas com sacolas plásticas, você acaba juntando uma quantidade muito maior do que utiliza quando leva também a retornável. Podemos (e devemos) reduzir isso”, acrescenta.

4. Fique atenta às embalagens

“Sempre que puder, opte pelas embalagens que contenham maior quantidade de seu produto preferido. Além de, em geral, serem mais baratas, também geram menos lixo”, diz Débora Cardoso, bacharel em gestão ambiental pela Esalq/USP, sócia da UNA Assessoria em Sustentabilidade.

A profissional destaca ainda que há diversos produtos que já trabalham com sistema de refil, bem como embalagens retornáveis (para água, refrigerante) – que são boas opções para reduzir a quantidade de recursos utilizados e também a quantidade de resíduos gerados após seu consumo.

“Outra opção bacana é comprar produtos a granel ou embalagens soltas (sem a caixa que junte os diversos saquinhos individuais)”, acrescenta Débora.

É importante ler as embalagens, analisar e comparar. “Utilize as características do produto, aliadas ao preço, como fator de escolha. Busque por opções de ‘rótulos verdes’ ou ‘selos’ em seus produtos preferidos. Alguns mais conhecidos e difundidos são: o símbolo da reciclagem (que mostra que a embalagem poderá ser reciclada depois), o selo FSC (que atesta que o papel foi retirado de fontes controladas e/ou reflorestadas), o selo Fair Trade (ou “comércio justo”, que certifica que foi estabelecido um preço justo, estabelecendo condições de equilíbrio socioambiental na cadeia produtiva), selos de orgânicos (que atesta a não utilização de pesticidas e outros químicos em sua produção), entre outros”, diz a profissional em gestão ambiental.

De acordo com Débora, é bom evitar também comprar algumas embalagens, como por exemplo, isopor e plásticos aluminizados, que têm sua reciclagem dificultada e com custo maior, o que faz com que nem todas as cooperativas tenham acesso.

5. Descarte a embalagem o quanto antes

Débora Cardoso destaca que, se o supermercado contar com postos de coleta de recicláveis, é bom aproveitar para já “desembalar” seus produtos ali mesmo. “Isso falicita a reciclagem e miniminiza as possibilidades de destinação equivocadas”, diz.

6. Aposte em novas receitas e reduza o desperdício

No dia a dia, em sua casa, busque utilizar ao máximo os alimentos. “Procure novas receitas que aproveitem partes que seriam descartadas de legumes, frutas e verduras, como talos e cascas, por exemplo”, diz Nara Froes.

Seja racional: reduza o desperdício comprando apenas a quantidade que irá consumir. “Lembre-se que, ao descartar um alimento, o impacto é grande. Além de gerar resíduo, você está desperdiçando todos os insumos utilizados para produzi-lo, a mão de obra paga para cultivá-lo, o combustível e gases emitidos em seu transporte, a energia consumida para sua exposição do supermercado etc.”, explica a profissional.

7. Reutilize

É fácil transformar algo que iria para o lixo em um objeto útil. “Se você tem alguma habilidade manual e criatividade, pode enfeitar, pintar ou revestir de tecido as embalagens recicláveis, para fazer um porta-trecos, vasos, potes de mantimento/algodão/cotonete etc.”, diz Débora Cardoso. “Em nosso escritório, por exemplo, fizemos um porta-lápis com embalagem (tubo) de batata chips, um porta-clipes com lata de atum e um porta-papel de caixa de suco”, acrescenta.

Foto: Reprodução / Débora Cardoso

“Com os resíduos orgânicos, de maneira simples, é possível fazer uma composteira caseira, que proporcionará a transformação dos mesmos em um adubo orgânico que poderá ser utilizado. Outra dica é fazer uma mistura de borra de café com casca de ovo e aplicar diretamente em seus vasos e jardim”, diz a profissional.

8. Economize na compra dos produtos de limpeza

No supermercado é possível encontrar uma variedade enorme de produtos de limpeza, para diferentes finalidades: um para limpar a janela; outro para a pia e assim por diante.

Mas a verdade é que você pode usar um único limpador para todos os fins. Pode, inclusive, prepará-lo em casa, com o vinagre, por exemplo, que tem muitas utilidades. Dessa forma, além de economizar com a compra do mês, você evitará acumular várias embalagens que iriam para o lixo.

9. Peça emprestado ou alugue

Você está precisando de algo para um projeto específico, mas sabe que não vai usá-lo novamente? Que tal emprestar de algum amigo ou alugar?! A dica vale para quem precisa de determinada ferramenta, de um livro ou revista etc.

10. Compre roupas usadas e faça doações

Parece estranho falar de roupas aqui, já que, mesmo aquela peça que você não usa mais, não costuma ir para o lixo (mas, sim, ficar parada no guarda-roupas). Mas a ideia de consumo consciente vale também para este tipo de produto.

Atualmente é possível encontrar brechós de boa qualidade em várias cidades do país. E até pessoas que vivem bem financeiramente aprovam e colaboram com este tipo de comércio. Então, além de comprar, quando puder, uma roupa usada (claro, em bom estado), doe as suas peças que estão paradas em casa!

Dicas para reciclar

Para quem quer reciclar, vale a pena se atentar a algumas dicas. “Verifique com seu condomínio ou na prefeitura de sua cidade se há coleta seletiva municipal, bem como quais os horários e formas de coleta. Então, separe seus materiais e siga as recomendações”, diz Nara Froes.

“Só coloque os recicláveis nas lixeiras de sua calçada próximo ao horário da coleta, pois, se ficam expostos a chuva, podem dificultar sua reciclabilidade, além de poder armazenar água, propagando vetores como o mosquito da dengue” acrescenta a profissional.

“Muitas vezes não é necessário separar o material de acordo com cada tipo de recicláveis, verifique com a cooperativa que atua em sua região. É importante ainda que as embalagens sejam lavadas. Lembre-se: são seres humanos que irão manipulá-las, então, facilite o trabalho e evite que seu resíduo atraia baratas, ratos etc. Sempre que puder, também reduza o volume delas (amasse, desdobre), para facilitar seu transporte posterior”, finaliza Nara Froes.

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